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Covid-19: DGS revela cinco mortos e 1.231 infectados entre pessoas com vacinação completa

Covid 19 Plano de vacinacao

A Direcção Geral da Saúde (DGS) revelou que em dois milhões de pessoas com esquema vacinal completo há mais de 14 dias em Portugal, 1.231 contraíram a infecção por SARS-CoV-2, 43 foram internadas e cinco morreram.

Segundo dados divulgados pela DGS, entre os 1.231 casos de Covid-19 em pessoas já com a vacinação completa há mais de 14 dias, 26 foram internadas “com diagnóstico principal” de Covid-19 e 17 com “diagnóstico secundário”. Portugal regista ainda cinco óbitos de pessoas com esquema vacinal completo, sendo que quatro destas tinham 80 ou mais anos, segundo os dados da DGS sobre a vigilância da mortalidade por Covid-19.

“Recordamos que a efectividade vacinal é muito elevada, mas não é de 100%, pelo que se continuam a recomendar as conhecidas medidas de precaução”, salientou a DGS, explicando que existem aproximadamente dois milhões de pessoas com esquema vacinal completo há mais de 14 dias.

No total de infectados após vacinação completa, 37% estavam na faixa etária dos 80 e mais anos, e 08% dos 70 aos 79 anos, estando os restantes distribuídos nas outras faixas etárias, explicou ainda. Já quanto ao total de internados com diagnóstico principal de Covid-19 após vacinação completa, a DGS adiantou que 77% destes têm mais de 80 anos.

“Todos os casos de infecção por SARS-CoV-2 são encaminhados por equipas médicas e de Saúde Pública, seguindo os normativos em vigor da DGS. Este seguimento clínico é independente do estado vacinal da pessoa. Em casos particulares, nas pessoas com esquema vacinal completo, a equipa médica ou de saúde pública pode requerer investigações suplementares, como a sequenciação genética do vírus”, referiu. A DGS manteve ainda o “apelo à vacinação, especialmente dos mais vulneráveis, apelando-se ao papel pedagógico dos órgãos de comunicação social nesse sentido”.

As mais de seis milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 já administradas em Portugal traduziram-se em cerca de 1.000 reinfecções com o vírus SARS-CoV-2 e em cinco mortes, confirmou também hoje o Governo. Numa intervenção na Assembleia da República, na sequência de uma interpelação do CDS-PP ao Governo sobre a gestão da pandemia pós-estado de emergência, o secretário de Estado Adjunto da Saúde reconheceu que o tema é uma “preocupação”, mas fez questão de relativizar o impacto desses números no quadro da pandemia a nível nacional.

“Temos cerca de 1.000 infectados e cerca de cinco mortes em 6,6 milhões de pessoas vacinadas. Diria que o número de infectados é menos de 0,1% e em número de mortes é menos de 0,08%. São números ínfimos. De qualquer forma, todos os números nos preocupam e, garantidamente, estamos a monitorizar juntamente com a Direcção-Geral da Saúde e sempre preocupados, porque uma vida é uma vida”, disse António Lacerda Sales.

Sobre a vacinação, o governante revelou as variações regionais, afirmando que o Norte regista 41% da primeira dose e 27% de segunda dose; o Centro apresenta 48% e 29% de primeira e segunda dose; Lisboa e Vale do Tejo (LVT) tem 41% da população com primeira dose e 20% com segunda dose; o Alentejo está nos 50% com primeira dose e 30% com segunda dose; e, finalmente, o Algarve tem 38% com primeira dose e 24% com vacinação completa.

“Estamos a fazer um esforço no sentido de dar uma equidade cada vez maior às diferentes regiões, sendo que os números são ainda assim muito similares e as evoluções epidemiológicas são diferentes e isso é algo a que temos de estar atentos”, acrescentou.

A capacidade de testagem foi também alvo de críticas por parte da oposição, mas Lacerda Sales realçou a realização até ao momento de “mais de 12 milhões de testes” e a actuação de 162 laboratórios distribuídos pelo país, sem deixar de frisar que o Governo está a “reforçar a testagem, nomeadamente em algumas regiões em que a situação epidemiológica assim o exige, como é o caso da região de LVT”.

Ainda em relação à situação epidemiológica na área metropolitana de Lisboa, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde sinalizou a existência de uma “tendência crescente desde o início de Maio”, mas rejeitou alarmismos. “Esta é uma situação que nos preocupa e que deve ser encarada como um sinal de alerta, não de alarme. Sabemos que a densidade populacional e os movimentos de pendulares são, de facto, muito maiores e fazem com que essa dispersão seja muito maior. Portanto, temos de actuar de forma articulada, proativa e preventiva”, disse, destacando a este propósito a medida de proibição de circulação de e para a área metropolitana de Lisboa neste fim-de-semana.

Em Portugal, morreram 17.057 pessoas dos 861.628 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

Texto: ALVORADA com agência Lusa