Pesquisa   Facebook Jornal Alvorada
Assinatura Digital

Login na sua conta

Username *
Password *
Lembrar-me

Criar uma conta

Campos marcados com (*) são obrigatórios.
Nome *
Username *
Password *
Confirmar Password *
Email *
Confirmar email *
Captcha *
Reload Captcha

Covid-19: 'Task force' defende necessidade de vacinar imigrantes não legalizados

Covid 19 task force

O coordenador da 'Task Force' da vacinação contra a Covid-19 defendeu hoje a necessidade de vacinar toda a gente que vive em Portugal, inclusive os imigrantes não legalizados, e apelou à comunidade para não ser “egoísta”.

“Nós não podemos deixar pessoas que vivem em território nacional sem vacinação. Não podemos ser egoístas. A comunidade não pode ser egoísta. Essas pessoas sem vacinação vão atacar a própria comunidade porque são propagadoras de vírus”, afirmou o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo.

O coordenador da ‘Task-Force’, que visitou esta manhã o maior centro de vacinação contra a Covid-19 de Lisboa, respondia desta forma aos jornalistas que o questionaram sobre o processo de vacinação de imigrantes não legalizados. A intenção de vir a vacinar este grupo tinha sido avançada por Henrique Gouveia e Melo na quarta-feira numa entrevista à RTP3.

Esta manhã, o vice-almirante explicou que esse processo de vacinação passará, numa primeira fase, pela atribuição de um número de saúde a esses imigrantes. “Nós temos que identificar esses imigrantes e temos que lhes atribuir um número de saúde, porque sem esse número todos os processos de saúde associados àquela pessoa não ficam registados”, justificou. Henrique Gouveia e Melo referiu que esse trabalho irá ser desenvolvido por um grupo que não ficará inserido na ‘Task Force’, pelo que não sabe especificar quando e como é que essa tarefa irá ser realizada.

O coordenador da ‘Task Force’ também comentou as apreensões das autoridades sanitárias de Israel sobre uma possível ligação entre a vacina da Pfizer/BioNTech e casos de inflamação cardíaca, ressalvando que “todas as situações são monitorizadas e estudadas”. “O processo de vacinação tem um processo de monitorização dessa vacinação. Quando, por exemplo, alguém tem algum problema, após ter sido tomada alguma vacina, isso é reportado, é registado em base de dados e é estudado pelos especialistas. Portanto, se esses alertas de Israel são ou não significativos no nosso processo isso está a ser estudado”, atestou.

Na quarta-feira, a agência de notícias norte-americana Bloomberg veiculou que as autoridades sanitárias israelitas tinham encontrado uma ligação provável entre a vacina da Pfizer/BioNTech contra a Covid-19 e casos de inflamação cardíaca. Segundo a mesma fonte, em causa estão dezenas de casos de inflamação cardíaca em homens jovens após a segunda dose da vacina. O medicamento já foi administrado a mais de cinco milhões de pessoas em Israel e o número de casos de infecção pelo novo coronavírus desceu a pique.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Lusa (arquivo)