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Autárquicas: CDS admite discutir desdobramento da eleição mas quer decisão "mais perto do Verão"

eleicoes autarquicas de 2021

O CDS-PP considera que "deve estar em cima da mesa" a possibilidade de as eleições autárquicas se realizarem em dois fins-de-semana, como admitido pelo Governo, mas defende que a decisão deve ser tomada "mais perto do Verão".

"O CDS acha que é uma proposta que devemos equacionar, portanto, deve estar em cima da mesa, assim como por exemplo o acto eleitoral poder realizar-se nos dois dias seguidos, tanto no dia de reflexão e no domingo", afirmou o secretário-geral do CDS-PP, Francisco Tavares, em declarações à agência Lusa.

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, admitiu, em entrevista à agência Lusa divulgada hoje, a possibilidade de as eleições autárquicas, previstas para Setembro ou Outubro, se realizarem em dois fins-de-semana devido à pandemia de Covid-19.

Para o CDS, a afluência às urnas "nas autárquicas é efectivamente uma preocupação", tal como foi nas eleições regionais dos Açores e nas presidenciais, os dois actos eleitorais que decorreram em período de pandemia. No entanto, o secretário-geral centrista defendeu que é prematuro tomar agora uma decisão sobre as eleições para as autarquias locais e considerou que "deve ser decidido como actuar para garantir a segurança dos portugueses", através da adopção desta medida "e outras", na "altura certa". "Nenhuma decisão deve ser tomada agora, devem ser sim equacionadas todas as situações possíveis e todas as propostas possíveis mas essa decisão deve ser tomada em tempo próprio, nomeadamente mais perto do Verão", advogou.

Francisco Tavares justificou que é necessário ter "duas informações importantíssimas", que se prendem com a evolução da pandemia e as previsões dos especialistas quanto ao que "poderá acontecer no mês em que for equacionado o acto eleitoral", bem como evolução do plano de vacinação e a possibilidade de o país alcançar imunidade de grupo. "Estamos a sete meses desse período, é muito tempo para conseguirmos ter uma previsão acertada. Achamos que neste momento é altura de planear, de equacionar essas soluções, mas que essas decisões devem ser tomadas mais perto do Verão com mais dados sobre a pandemia", frisou. "Mas ficamos bastante satisfeitos de finalmente o Governo não correr atrás do prejuízo e atempadamente pensar em soluções para actuar", salientou ainda o dirigente. Francisco Tavares saudou o executivo de António Costa por "começar a planear" e "não cair nos erros do passado, antecipar qualquer crise que possa existir e garantir a segurança dos portugueses e do próprio acto eleitoral".

Em entrevista à agência Lusa, Eduardo Cabrita disse que nas eleições autárquicas “não está previsto o voto antecipado”, mas existe “abertura para ponderar modelos”, sendo “a distribuição do voto entre dois fins-de-semana perfeitamente possível”. Ressalvando que “tudo depende da Assembleia da República”, o governante explicou que, nas eleições autárquicas, “não é possível o voto em mobilidade porque isso implicaria ter tantos boletins de voto disponíveis quantas as três mil freguesias que existem no país e, portanto, seria uma operação logística impossível”.

Texto: ALVORADA com agência Lusa