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Covid-19: Autarcas do PSD a favor de adiar autárquicas em dois meses “na pior das hipóteses”

eleicoes autarquicas de 2021

Os autarcas sociais-democratas defenderam hoje o adiamento das eleições autárquicas em "dois meses, na pior das hipóteses", se a pandemia de Covid-19 o justificar e se 70% da população não estiver vacinada até Agosto.

O representante dos autarcas do PSD e presidente da Câmara Municipal de Mafra, Hélder Sousa Silva, afirmou hoje à agência Lusa que "a maioria" defende "um pequeno ajuste ao calendário [das eleições autárquicas], até ao início de Dezembro, na pior das hipóteses". Para os sociais-democratas, qualquer alteração ao calendário das autárquicas terá de ter em conta o estado da pandemia em Setembro, a revisão da Lei Eleitoral e a especificidade destas eleições.

O autarca de Mafra recordou que, ao contrário das eleições presidenciais, as eleições locais "mobilizam muitos candidatos e, dada a proximidade aos eleitores, a campanha tem de ser presencial e não pode ser digital". Trata-se de um "ajuste" que, para os autarcas do PSD, pode ser "necessário para garantir a democraticidade do voto, segurança, participação dos candidatos e participação massiva dos eleitores".

"Com as falhas sistemáticas na vacinação, é provável que a imunidade de grupo [com 70% da população vacinada] não seja atingida" em Setembro e Outubro, justificou Hélder Sousa Silva. Além disso, lembrou, a alteração ao calendário das autárquicas daria tempo ao Governo e à Assembleia da República para "rever a lei eleitoral para permitir o voto por correspondência, adaptando-o à situação de confinamento", provocado pela pandemia. A maioria dos autarcas do PSD é "contra o adiamento das autárquicas por seis meses".

O cenário de eventual adiamento das eleições foi, nas últimas semanas, levantado pelo ex-líder do PSD e do partido Aliança Pedro Santana Lopes, numa entrevista ao DN. Esta quarta-feira, o assunto foi retomado por distritais sociais-democratas, o que levou o presidente do PSD, Rui Rio, a dizer que o partido vai reflectir sobre o assunto e o PS, tal como o PCP, também considerou a questão prematura.

Texto: ALVORADA com agência Lusa