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Covid-19: PSD mudou Jornadas Parlamentares no Oeste para a Assembleia da República

PSD Jornadas Parlamentares 2020 1

O grupo parlamentar do PSD reúne-se hoje em jornadas parlamentares de um dia, na Assembleia da República, que terão como ponto alto o anúncio do sentido de voto do partido na proposta de Orçamento do Estado para 2021. Inicialmente estava previsto que este encontro decorresse no Oeste, mais concretamente no Hotel Golf Mar, em Porto Novo, no concelho de Torres Vedras, mas devido ao agravamento da pandemia foi alterado o local. Há o compromisso do partido com o PSD/Área Oeste que as próximas jornadas parlamentares possam vir a ocorrer na nossa região, segundo apurou o ALVORADA.

O formato inicial destas jornadas previa que no primeiro dia - ontem - as acções fossem descentralizadas pelos círculos eleitorais e no segundo - hoje - com os deputados concentrados na unidade hoteleira oestina, para debater o Orçamento do Estado. O modelo redefinido pelo partido contempla a anulação do primeiro dia do programa e o segundo passou para a Assembleia da República, com os deputados a reunirem na Sala do Senado.

Segundo referiu ao ALVORADA Hernâni Santos, o PSD/Área Oeste - estrutura partidária da qual é vice-presidente da Comissão Política - esteve a colaborar com o grupo parlamentar do partido na organização deste evento. No início do mês o dirigente social-democrata referiu ao ALVORADA que não estavam previstas visitas dos deputados à região devido à pandemia de Covid-19, “o que não significa que não aproveitemos a oportunidade para dar conta aos nossos deputados dos problemas da região Oeste”.

Também o PSD/Lourinhã contava estar presente neste evento nacional do partido, que iria contar com a presença do líder Rui Rio, também ele deputado na Assembleia da República e que encerrará as jornadas. A líder da estrutura social-democrata lourinhanense, Mafalda Taborda Lourenço, pretendia aproveitar a ocasião para apresentar um documento político em nome da comissão política concelhia.

Desde que Rui Rio é presidente do PSD, o partido votou sempre contra os Orçamentos do Estado dos Governos liderados por António Costa (para 2019 e 2020) e absteve-se no Orçamento Suplementar deste ano, por considerar que o documento se destinava apenas a responder às necessidades adicionais do país face às consequências da pandemia de Covid-19.

Sobre o Orçamento para 2021, Rui Rio tem dito que é “reduzidíssima” a possibilidade de o partido estar de acordo com um documento que o Governo está a negociar à esquerda e, mais recentemente, aproveitou uma entrevista ao Expresso do Primeiro-Ministro, António Costa, para recusar qualquer pressão sobre os sociais-democratas para viabilizar o documento, ainda sem aprovação garantida. “O líder do PS, neste caso também Primeiro-Ministro, foi muito claro, não podia ter sido mais claro, quando disse que no dia em que precisasse do PSD para aprovar o Orçamento do Estado, o seu Governo deixa de fazer sentido”, afirmou Rui Rio, no final de Setembro.

Mesmo depois de o Presidente da República ter afirmado que, se não for possível uma aprovação do Orçamento do Estado à esquerda, então deve ser “a oposição que ambiciona liderar o Governo" a viabilizá-lo, como fez quando liderou o PSD, Rui Rio recusou ser o destinatário das palavras de Marcelo Rebelo de Sousa. “Se o senhor Presidente da República disse que deve haver Orçamento do Estado e não deve haver uma crise, a pressão não é para mim, é para a solução encontrada: PCP, BE, PS ou PS só com um (…) O PSD, neste momento, independentemente do que pudesse querer, está, por assim dizer, na bancada à espera que o jogo se inicie”, afirmou Rui Rio, na mesma ocasião.

Mesmo depois de o documento ter sido entregue na Assembleia a República, no passado dia 12, a primeira e única reação oficial do PSD à proposta do Governo foi muito contida, com o ‘vice’ da bancada Afonso Oliveira a dizer que aquele era o “momento de estudar”, remetendo o sentido de voto do partido para as jornadas parlamentares de hoje. “Mas não se restringe a vota sim, vota não ou abstém-se. Vota sim, vota não ou abstém-se porquê, por que razões: é isso que merece que o Orçamento seja devidamente estudado para ser devidamente fundamentada a nossa posição”, explicou depois Rui Rio.

O anúncio será feito no final do dia, pelo presidente do PSD, depois de um painel dedicado à proposta de lei de Orçamento do Estado para 2021, que contará com intervenções do economista João Duque e do advogado e fiscalista João Silva Lopes, e de um debate com os deputados. Antes, de manhã, as jornadas parlamentares terão um painel sobre a resposta de Portugal à crise sanitária, quer à pandemia quer aos doentes não-covid, com a participação do presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, Ricardo Mexia, do médico e antigo secretário de Estado Adjunto do ministro da Saúde Fernando Leal da Costa e da médica Isabel Santos.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: PSD