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COVID-19: Época balnear é “incerta” e podem faltar nadadores-salvadores

Praia A

A abertura da época balnear ainda é “incerta” para o sector que “vive do sol”, seja para os concessionários de praia ou nadadores-salvadores, que não sabem quando começam a trabalhar ou se haverá vigilantes suficientes. “Se não conseguirmos abrir as nossas empresas na praia vai ser o caos, vai ser muito difícil para os empresários porque vão à falência”, disse à Lusa o presidente da Federação Portuguesa dos Concessionários de Praia, João Carreira, que mantém a esperança de que seja possível “abrir devagarinho” em Junho.

Segundo o responsável, devido à pandemia da Covid-19, os concessionários que estão abertos durante todo o ano tiveram de recorrer ao ‘lay-off’ e alguns estão com “problemas gravíssimos” em preparar o próximo Verão, porque já perderam o mês de Abril e ainda “é tudo muito incerto”. O clima de dúvida abrange concessionários de todo o país.

No entanto, mesmo que a época balnear possa começar de forma generalizada em Junho, há outro “grande problema” que está a preocupar o sector: “a falta de nadadores-salvadores”, porque a Covid-19 também impediu a realização dos cursos. A situação foi confirmada pelo presidente da Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores, Alexandre Tadeia, que duvida que “seja possível formar a mesma quantidade de vigilantes” dos anos anteriores”, até porque o curso dura um mês. Nós temos um estudo que nos indica que apena 50% dos nadadores-salvadores voltam a trabalhar na época seguinte, o que quer dizer que todos os anos temos de formar aproximadamente metade dos nadadores-salvadores de que necessitamos para a época balnear”, explicou.

Este ano deveriam ter sido formados entre 1.500 e 2.000 vigilantes de praia, o que levou a Autoridade Marítima Nacional a estender a validade dos cartões que expiraram recentemente, mas a medida pode não ser suficiente. Neste momento temos muitos nadadores-salvadores certificados em Portugal, mas o problema não é a certificação, mas sim quantos estão disponíveis para trabalhar”, frisou.

Para Alexandre Tadeia, é preciso incentivar estes profissionais através de benefícios como a isenção de IVA, a diminuição do valor das propinas na faculdade ou até mesmo uma redução do número de vigilantes por concessão, porque “mais vale ter alguma segurança do que não ter nenhuma”. “Estamos extremamente preocupados, até porque tínhamos vindo a baixar o número de mortes por afogamento em Portugal. Em 2017 tivemos 122, em 2018 foram 117 e os números de 2019, que ainda não foram publicados, também demonstram esta tendência de redução. Não queríamos que esta época balnear viesse em sentido contrário”, sublinhou.

Por agora, referiu o representante dos concessionários, João Carreira, resta manter o “pensamento positivo” e a “esperança de que haja alguma atenção do Governo” a este sector que “vive do sol”.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Paulo Ribeiro/ALVORADA (arquivo)