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COVID-19: instituição canadiana ajuda portugueses no Canadá através do telefone e internet

Canada

Apesar de ter as portas fechadas devido à pandemia da Covid-19, o Centro Abrigo no Canadá continua por telefone e por correio electrónico a informar os seus utentes, a maioria portugueses, direcionando-os para "serviços e mecanismos existentes no país". "Como instituição sem fins lucrativos estamos a ajudar as pessoas com informações relacionadas em serviços como reformas, benefícios de saúde e financeiros. Não estamos a atender utentes directamente nas nossas instalações, estamos a fazê-lo de casa por telefone e por e-mail", afirmou Cidália Pereira, coordenadora dos serviços de aconselhamento. No dia 22 de Março, o ‘premier' do Ontário, Doug Ford, declarou o Estado de Emergência na província, fechando muitos dos negócios e instituições não essenciais. Recorde-se que vive neste país uma grande comunidade de lourinhanenses.

Há 45 anos no Canadá, natural de Caldas da Rainha, a assistente social Cidália Pereira revelou que o Centro Abrigo está a receber cerca de 100 telefonemas diários de utentes que têm dúvidas a questões relacionadas com o "subsidio de desemprego" e se são "elegíveis para o fundo de resposta de emergência". Mais de duas em cada cinco famílias canadianas (44%) já perderam o trabalho devido ao novo coranavírus, segundo uma sondagem do instituto Angus Reid.

Os psicólogos e profissionais da instituição também estão a prestar assistência aos utentes "pela ansiedade, medo e sustos que sentem, ao lidaram com toda esta situação". "As pessoas que estão em alto risco e com problemas de saúde, ou os idosos, que estão em casa com receio de ir à rua, com receio de comprar comida, têm dúvidas quanto ao acesso ao sistema de saúde, ao seu médico de família, ou ao hospital", explicou Cidália Pereira. A instituição não presta serviços domiciliários, mas "orienta" os seus utentes para serviços comunitários e organizações governamentais que facultam estes serviços.

O Centro Abrigo, em Toronto, está em actividade há 30 anos. É uma instituição sem fins lucrativos e tem como objectivo a integração dos recém-chegados ao Canadá, consciencializando a comunidade dos problemas de cariz social, nomeadamente os jovens, idosos e vítimas de violência doméstica. Em 2019 prestou o serviço a 6.847 utentes, dos quais 80% falavam português.

Com quase 14 mil infectados, o Canadá tem 228 mortos confirmados até sábado à noite. Nos testemunhos dos emigrantes lourinhanenses que o ALVORADA tem publicado diariamente, os relatos sobre a situação neste país dão conta do modo como a comunidade portuguesa está a enfrentar esta pandemia. Rita Cardoso, por exemplo, reside em Bolton, a comunidade mais populosa da cidade de Caledon, junto rio Humber, localizado na região de Peel, aproximadamente a 50 quilómetros a noroeste de Toronto, capital da província de Ontário. Ouvida pelo nosso jornal, considera que “o Governo foi bastante rápido a agir e rapidamente todas as escolas fecharam, assim como bibliotecas, centros recreativos e os eventos foram cancelados. Foram aconselhando as pessoas para o isolamento e pediram aos canadianos para regressarem o mais rápido possível, pois fecharam as fronteiras”. Contudo, a lourinhanense também recorda que a correria aos supermercados foi grande e rapidamente as prateleiras ficaram vazias". "Estamos todos isolados e a cidade de Toronto está assustadoramente silenciosa. As incertezas quanto ao futuro são muitas, mas estamos esperançosos que tudo acabe rapidamente e com as mínimas baixas possíveis de vidas humanas”. Rita Cardoso está, contudo, confiante: “O que nos deixa mais descansados é sabermos que estamos num país com uma forte economia e um bom sistema de saúde”.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Direitos Reservados