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COVID-19: Freguesias apelam a famílias para evitarem deslocações para o interior

anafre

O presidente da ANAFRE - Associação Nacional de Freguesias defendeu hoje que as pessoas dos grandes centros urbanos e emigrantes devem evitar, neste momento, face à pandemia da Covid-19, deslocações para o interior. "Terá que haver bom senso e cuidado. As pessoas que estão nos centros urbanos, onde haverá maior concentração de pessoas infectadas, não sendo uma situação de extrema urgência, devem permanecer em casa e não se deslocar para outros locais, especialmente para o interior", disse à agência Lusa Jorge Veloso.

Para o presidente da ANAFRE, quer emigrantes quer pessoas do centro urbano devem evitar deslocar-se para as aldeias do interior, onde há uma maior percentagem de população envelhecida e, por conseguinte, de risco. Segundo Jorge Veloso, as juntas de freguesia têm que também ter atenção quando chega alguém de fora às localidades, considerando que até é mais fácil essa sinalização e identificação em freguesias com baixa densidade populacional.

O presidente da ANAFRE vincou ainda que as freguesias estão atentas no apoio e colaboração com pessoas idosas e a viver em sítios isolados, considerando que as juntas "estão a desempenhar um papel importante de proximidade, no abastecimento de alimentos de primeira necessidade e medicamentos". No sábado, a ANAFRE anunciou que há cerca de mil freguesias no terreno a prestar apoio a idosos, doentes crónicos ou com mobilidade reduzida.

Cerca mil freguesias estão no terreno a prestar apoio a idosos, doentes crónicos ou com mobilidade reduzida na aquisição e entrega em casa de bens de primeira necessidade e medicamentos, anunciou hoje a Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE). Entre linhas telefónicas gratuitas para combater a solidão, entregas de compras e de medicamentos ao domicílio, passeio de animais domésticos e outras necessidades, em todos os distritos, 18 no total, há respostas sociais”, refere a ANAFRE, em comunicado.

A ANAFRE recorda que, ainda antes de o Estado de Emergência ter sido declarado devido à pandemia de Covid-19, cerca de mil freguesias “já estavam no terreno a assegurar que os que mais precisavam se mantinham em casa”. O decreto do Governo que estabelece as medidas excepcionais a implementar durante a vigência do Estado de Emergência, que entrou em vigor às 00h00 deste domingo, indica que ficam sujeitos “a um dever especial de protecção” os maiores de 70 anos, os imunodeprimidos e os portadores de doença crónica que, de acordo com as orientações da Autoridade de Saúde, devam ser considerados de risco. Este grupo só pode circular em espaços e vias públicas em algumas circunstâncias definidas no decreto, nomeadamente para aquisição de bens e serviços, deslocações por motivos de saúde, deslocação a estações e postos de correio, agências bancárias e agências de corretores de seguros ou seguradoras. São ainda permitidas deslocações de curta duração para actividade física e passeio dos animais de companhia.

“Numa altura de combate acérrimo ao novo coronavírus e de cumprimento escrupuloso das medidas decretadas pelo Governo, as freguesias têm estado no terreno com respostas sociais de louvar. Estão a ajudar e a assegurar, em permanência e no quadro das suas possibilidades, que aos grupos de risco nada lhes faltará”, refere Jorge Veloso, presidente da ANAFRE, citado no comunicado. No concelho da Lourinhã também as juntas de freguesia do concelho estão a implementar medidas de apoio aos fregueses.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infectou mais de 308 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 13.400 morreram. Em Portugal, há 14 mortes e 1.600 infecções confirmadas. O país encontra-se em Estado de Emergência desde as 00h00 de quinta-feira e até às 23h59 de 2 de Abril.

Texto: ALVORADA com agência Lusa