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Desabafos: A carrinha dos livros

O primeiro livro que li foi-me oferecido pela minha professora, Dª Augusta Gil, andava eu na 2ª classe. Nunca mais perdi o gosto pela leitura, que era incentivado pelo meu pai, que para a época tinha uma biblioteca razoável e lia quase diariamente o jornal no Clube da Sertã.

Esse meu amor pela leitura continuou a ser alimentado, no final dos anos 50, pela carrinha dos livros da Fundação Calouste Gulbenkian. A Citroën HY parava inevitavelmente todas as semanas, no mesmo dia, após o almoço, na Praça da República. Rapidamente era cercada pelos amantes da leitura que ansiosamente a aguardavam para adquirir novos livros e trocar os já lidos. O funcionário aconselhava os livros a ler consoante a idade e o nosso gosto.

Aquelas visitas às terças-feiras deram-me a possibilidade de ler Júlio Verne e quase todas as aventuras de ‘Os Cinco’ de Enid Blyton.

Como eu, muitos foram os que ganharam o saudável vício da leitura graças a esse serviço de bibliotecas itinerantes idealizado pelo escritor Branquinho da Fonseca.

João Henrique Farinha