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Viva o Professor Eduardo Jorge, ‘Viva o Homem de Nobreza de Espírito’ (1)!

Ó Captain, my captain:

Inaugurámos a nova Escola C+S de Ribamar perante o receio de muitos, porquanto em Ribamar naquele início da década de 90, havia a questão da droga que, ainda desconhecidas as suas consequências, arruinava parte de uma geração de bravos jovens adultos marinheiros. Se este contexto poderia ter provocado para mentes mais hostis um determinado tipo de atuação vieste comandar a escola com aquele teu jeito coletivo, plural, de verdade e liberdade responsável. Pois bem, mostraste-nos a importância de nos organizarmos constituindo uma associação de estudantes, e uma rádio na escola. Deste-nos a ver o “Clube dos Poetas Mortos”, que maravilha! Perguntaste-nos se tínhamos alguma dúvida, alguém não sabia o que significava “excremento”, respondeste de forma simples e clara, da mesma forma como nos querias apresentar o mundo, sem tabus. O passeio de bicicleta que precedeu aquele acampamento mágico, sempre a pensar em todos, parece um evento tão natural e simples, mas todos estes anos volvidos, acho extraordinário que toda a comunidade escolar nos tivesse dedicado tantas horas da vossa vida, incluindo da pessoal! Foi tão bonito!

Deixaste-nos sementes preciosas, e como diz a Ana Mota, “deixa(s) saudade com um sorriso no rosto, porque na (tua) lembrança (dele) sobressai em nós o melhor de cada um”.

Se com os alunos foi sempre esse exemplo de suporte, de ajudar ao crescimento, com os colegas soube sempre perceber que o trabalho e a ajuda de muitos seria muito melhor que a imposição de um ou de poucos: liderar pelo exemplo, mas sobretudo pela cooperação, pelo envolvimento. E com aquela sensação que a escola deve ser aquele lugar em que Professores e alunos (também) se devem sentir em casa.

Com a generosidade própria de quem entende que as relações devem ser cultivadas, a organização durante décadas dos almoços de Professores de Educação Física, procurando sempre incluir todos (os de passagem e os que sempre trabalharam neste concelho e arredores) durante a festa de Ribamar foi sempre um momento de partilha de referência. Ou os encontros de Rugby de Praia organizados pela Escola de Ribamar, momento de boas experiências para alunos mas também para Professores.

O que mais marcante encontro no Professor Eduardo Jorge foi a forma como sempre nos tratou a todos, os mais velhos, da sua geração e os (então) miúdos que começavam a dar os primeiros passos na Profissão de Professor: aquela boa sensação que, conhecendo-nos muito ou pouco, nos tratava a todos como bons amigos. Essa franqueza e sinceridade das pessoas boas, que não encontramos assim tantas vezes na vida.

O Professor Eduardo Jorge fica como um bom exemplo de um Homem Renascentista, que alia a mente sã ao corpo são, que acredita no Ser Humano, só assim nos proporcionou aquela liberdade toda num ambiente que podia motivar para outras mentalidades outro tipo de reação, e que acreditava e potenciava a união entre todos! Fez da nossa Escola Pública o melhor que a Escola pode proporcionar! É um desafio continuar o caminho com a mesma generosidade que ele nos dedicou, participando numa sociedade que se cultiva culturalmente, que pratica desporto (ai, aquela aula de rugby na praia de Valmitão!!!), que participa e se quer unida e inclusiva, o que continua a ser um grande desafio nos dias que correm!

[1] Expressão retirada do livro do professor holandês, Rob Riemen, “Nobreza de Espírito: Um ideal Esquecido”, publicado pela Bizâncio em 2011.

«O Captain! My Captain!

por Walt Whitman

(…)

O Captain! my Captain! rise up and hear the bells;

Rise up - for you the flag is flung - for you the bugle trills,

For you bouquets and ribbon’d wreaths - for you the shores a-crowding,

For you they call, the swaying mass, their eager faces turning;

Here Captain! dear father!

(…)»

Tânia Alexandre e Nuno Leitão