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Homenagem a Dinis Marques

Dinis Correia Marques nasceu a 26 de Novembro de 1958 em Vila Verde dos Francos concelho de Alenquer e veio a falecer de morte súbita no passado dia 15 de Junho de 2022 na Lourinhã.

Frequentou a escola primária no Cadaval, aos 10 anos foi para o Externato Luís de Camões em Rio Maior em regime de internato. Aos 15 anos regressou ao Cadaval e terminou aos 18 anos o Curso Geral dos Liceus. Casou em 1981 com Clara Maria do Rosário Silva Patrício Marques, a partir desse ano ficou a residir na Lourinhã. E dessa união nasceram dois filhos o Diogo e Pedro.

Em 1985 fundou e foi Presidente da Direção do Núcleo da Cruz Vermelha Portuguesa na Lourinhã. Em 1992 terminou o curso de Organização e Gestão de Empresas no Instituto de Aperfeiçoamento Técnico Acelerado em Lisboa. Em 2009 licenciou-se em Gestão, em 2012 Mestre em Gestão de Empresas Planeamento e Estratégia Empresarial, obteve grau de Doutor em Economia na especialidade em Economia da Empresa em 2017. Todas estas formações superiores foram efetuadas na Universidade Autónoma de Lisboa.

Pertenceu á Associação dos Técnicos Oficiais de Contas e foi membro da Ordem dos Economistas. Foi membro da colegiada da Nossa Senhora da Anunciação da Lourinhã. Foi também Associado Fundador da Arisco - Instituição para a Promoção Social e da Saúde, Cooperante Fundador da FESCOOP - Cooperativa para o Desenvolvimento de Finanças Éticas e Solidárias.

Homenagem a um Homem Bom

Morreu um homem bom, um excelente ser humano que ajudou muita gente a fazer-se gente, sempre espalhou o bem ao longo da sua vida.

Nunca disse que não a quem precisava de ajuda, resolvia sempre com sabedoria e eficácia os problemas de todos os que dele se abeiravam em momentos de aflição.

Era um "poço" de energia, de inteligência e tinha sempre uma palavra de conforto com a sua forma afável de ser. Ele tinha empatia pelo próximo, vivia as suas dores e tinha sempre uma forma de resolver, mesmo os problemas mais difíceis e complicados.

Nunca poderei esquecer, que nos momentos mais trágicos da minha vida, o amigo Dinis, estava lá para ajudar e dar solução ao que nos afligia. 

Esqueceu-se muitas vezes d´ele próprio, mas era um empresário de mão cheia, tudo sabia fazer e era sempre o "Comandante das Operações" para que nada falhasse.

A nível social, foi pioneiro, fundou o Núcleo da CVP - Cruz Vermelha Portuguesa na Lourinhã, mais uma vez, ajudando os carenciados a viverem melhor. Incentivou que outros fizessem o mesmo, nos concelhos onde viviam. Foi ele, que me incentivou a fundar o Núcleo da Cruz Vermelha Portuguesa no Concelho de Torres Vedras.

Homem, de H grande, que sempre colocou o outro em primeiro lugar, esquecendo-se de si. Quantas vezes te ouvi dizer que tinhas mais de “300 filhos” para ajudar, acompanhar e encaminhá-los nas suas vidas.

"Carregou pedras" de todos, boas e más e assim solucionava as aflições de cada um.

O dia da sua partida, foi um choque, que nos deixou sem chão, não era possível que partisse quem tanta falta fazia a todos, a quem ele dava sempre uma palavra de esperança, de conforto e de afeto.

Quantas vezes pensei, que seria ele, o amigo, que no dia da minha partida me iria fazer uma homenagem.

Afinal, estou aqui a homenagear, o amigo, o Homem que tantos ajudou e que tanto ainda tinha para ajudar.

A despedida que todos te fizemos, foi bem demonstrativa, do grande Ser Humano que eras.

As lágrimas sentidas de gente nova e menos nova era a homenagem sentida de todos os que te acompanharam.

Vou dedicar-te um dos meus poemas, que define o que fizeste por todos e as "pedras" que carregaste até ao fim e que contigo partiram.

"Poema"     

"Quantas pedras... já carreguei...

Quantas pedras... vou carregando...

Todas elas... grandes e pesadas...

Nunca... as larguei...

Com elas... vou ficando!

Todas... as boas e más...

Umas... com ternura...

Outras... com tristeza...

Outras... belas e encantadas...

Todas elas... ficarão comigo.

Até ao dia final e aí voltarão a ser pó...

E comigo... partirão!

(Poetisa do Redondo)

Gostaria de terminar esta singela homenagem, de uma amiga da tua família, há quase meio século, sugerindo ao Município da Lourinhã, que o teu nome ficasse gravado, para sempre pelo que fizeste pelas gentes dessa terra, numa rua dessa vila.

Até um dia, amigo Dinis e obrigada pela grande missão que tiveste nesta "terra" de humanos, que por vezes se "esquece" de quem tanto os ajudou.

Obrigada por tudo meu querido amigo, até sempre…

Conceição Calhamar