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Lourinhã é terceira na lista dos concelhos do Oeste que mais reciclam que é liderada por Óbidos

ecopontos

Óbidos é o município da região Oeste que mais resíduos recicla, tendo cada habitante enviado para triagem 91 quilogramas de detritos em 2019, ultrapassando a média de 55 quilogramas por pessoa registada nos 19 concelhos servidos pela empresa Valorsul. A nossa região “regista os maiores crescimentos” no que respeita à reciclagem na área coberta pelo sistema da Valorsul, que inclui também os concelhos da Área Metropolitana de Lisboa (AML), de acordo com os dados do ano passado facultados pela empresa responsável pela recolha e tratameto dos resíduos à agência Lusa.

O concelho de Óbidos lidera a tabela dos municípios que mais reciclam, situando-se acima da média dos concelhos abrangidos pelo sistema, onde, em média, cada habitante separou e enviou para os centros de triagem “55 quilogramas de materiais” posteriormente reencaminhados para indústrias recicladoras. Peniche, com 71 kg por habitante, e Lourinhã, com 67 kg, são os dois outros concelhos acima da média no que toca à separação de resíduos.

Entre os concelhos com maior crescimento em termos de reciclagem, a empresa destaca ainda Nazaré (55 kh/pessoa), Caldas das Rainha e Torres Vedras (52 kg), Bombarral (48 kg), Alcobaça, Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço (44 kg), Cadaval (43 kg) e, a fechar a lista, Rio Maior e Alenquer (37 kg) e Azambuja (32 kg).

O desempenho destes municípios (todos com um crescimento acima do 25%) resultou na entrada de “cerca de 20,4 mil toneladas de materiais” no Centro de Triagem do Oeste, situado no concelho do Cadaval, que registou em 2019 um crescimento de 22% em relação a 2018. De acordo com o balanço efectuado pela Valorsul, no total foram entregues nos dois centros de triagem (Cadaval e Lumiar) “mais de 93 mil toneladas” de resíduos o ano passado, representando um aumento de 8,5 mil toneladas de material para reciclar relativamente ao ano anterior.

Na AML, Lisboa é o concelho que mais recicla, com cada habitante a separar, em média, 102 quilogramas de resíduos por ano. Em todos os outros concelhos da AML que fazem parte da Valorsul, a separação fica abaixo da média dos 55 kg por pessoa.

No ano passado, a reciclagem, em termos globais, aumentou em todos os materiais (vidro, papel e cartão, plástico e metal), sendo que a separação nos ecopontos para deposição de plástico e metal foi a que registou um crescimento superior, de 13% face ao ano anterior. A separação de vidro para reciclagem teve um crescimento de 10% e, por último, a reciclagem de papel e cartão aumentou 9%.

Segundo a empresa, na região Oeste a deposição nos ecopontos foi “ainda mais positiva”, com crescimentos de 20% no vidro, 21% no papel/cartão e 25% de entrega de embalagens de plástico e metal. Este crescimento “deveu-se a um forte investimento na recolha selectiva realizado pela empresa, com mais 1.500 ecopontos, mais 28 viaturas de recolha e campanhas de sensibilização”, explica a Valorsul em comunicado.

As aquisições inserem-se no plano de investimentos da empresa que prevê aplicar até ao próximo no 45 milhões de euros na melhoria da gestão de resíduos, dos quais 16 milhões destinados à recolha selectiva e triagem de recicláveis. No mesmo comunicado, a empresa diz ainda ter cumprido a meta de “não ultrapassar os 16% de resíduos biodegradáveis depositados em aterro”, tendo enviado para reciclagem “40% dos seus resíduos urbanos”.

A Valorsul é responsável pelo tratamento e valorização de resíduos urbanos de 19 municípios da zona de Lisboa e região Oeste (Alcobaça, Alenquer, Amadora, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lisboa, Loures, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Odivelas, Peniche, Rio Maior, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira), servindo 1,6 milhões de habitantes.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Sofia de Medeiros/ALVORADA (arquivo)