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Governo assegura funcionamento da urgência pediátrica no hospital de Torres Vedras

CI CHO 2020

O Ministério da Saúde garantiu ao conselho de administração do CHO - Centro Hospitalar do Oeste e à Câmara Municipal de Torres Vedras que a urgência pediátrica do hospital desta cidade é para manter sempre aberta. “Essa garantia foi totalmente dada” pelo secretário de Estado da Saúde, António Sales, na reunião mantida esta quarta-feira no Ministério da Saúde, frisou o presidente do executivo camarário torriense, Carlos Bernardes. O autarca falava numa conferência de imprensa que deu juntamente com a presidente do conselho de administração do CHO, Elsa Baião.

Na conferência de imprensa, autarquia e CHO anunciaram que, após sensibilização dos pediatras para a causa, foi conseguido completar a escala para este mês, resolvendo-se o problema da falta destes profissionais a curto prazo. Os responsáveis anunciaram também que a tutela autorizou a abertura de quatro vagas para pediatras, no próximo concurso a ser lançado em Abril, o que permitirá ter uma “solução sólida” a longo prazo, capaz de manter aberto o serviço. “São suficientes para assegurar o serviço, ainda que pontualmente tenhamos de recorrer à prestação de serviços”, afirmou Elsa Baião.

Autarquia, CHO e Ministério da Saúde estão também a trabalhar num protocolo, a ser assinado “o mais rapidamente possível”, destinado a melhorar instalações, equipamentos e diversos serviços hospitalares. “Há um pleno consenso para melhorar a prestação de serviços hospitalares em Torres Vedras para melhor servirmos as populações”, disse Carlos Bernardes. Sem detalhar o protocolo, por estar a ser elaborado, o autarca adiantou que as propostas efectuadas ao Governo “foram na generalidade aceites”, especificando que uma delas passa pela “possibilidade de voltar a haver internamento pediátrico” em Torres Vedras.

Recorde-se que a urgência pediátrica de Torres Vedras do CHO encerrou pela primeira vez entre as 21h00 de terça-feira e as 9h00 de ontem. “Os clínicos gerais não quiseram assumir o serviço por falta de condições”, uma vez que não estava qualquer pediatra nesse turno, justificou a Elsa Baião. O encerramento desta urgência pediátrica “nunca foi uma hipótese [para esta administração], tendo em conta que, em 2019, atendeu 21 mil casos, serve uma região com 35 mil crianças e jovens e Torres Vedras dista 40 quilómetros, quer de Lisboa, quer da unidade de Caldas da Rainha”, sublinhou a administradora hospitalar.

No dia 31 de Dezembro e entre as 21h00 de quinta-feira e as 9h00 de sábado, a urgência pediátrica funcionou sem pediatra, desrespeitando as regras impostas pela Ordem dos Médicos. Os doentes que necessitaram desta especialidade foram transferidos para o hospital das Caldas da Rainha. Elsa Baião afirmou que os casos que foram reencaminhados já o seriam mesmo com a urgência a funcionar em pleno, uma vez que obrigavam a internamento.

No sábado, em entrevista à TSF e ao Diário de Notícias, questionada se o reencaminhamento de doentes para o hospital das Caldas da Rainha é para resolver ou é definitivo, a ministra da Saúde, Marta Temido, disse que o assunto está a ser “trabalhado entre a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e a administração do CHO”, admitindo que “a resposta estará sempre dependente do número de pediatras”. “A afluência que regista a unidade de Torres Vedras leva-nos a reflectir sobre a solução mais definitiva”, acrescentou a governante na ocasião.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: CHO