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OesteCIM decidiu que passes inter-regionais para Lisboa vão custar 70 e 80 euros a 1 de Janeiro

centro coordenador rodoviario lourinha

A OesteCIM - Comunidade Intermunicipal do Oeste decidiu esta quinta-feira avançar, a partir de 1 de Janeiro, que o passe inter-regional mensal com a AML - Área Metropolitana de Lisboa vai custar 70 e 80 euros. O Conselho Intermunicipal, órgão que reúne os 12 presidentes de câmara oestinos, não quis esperar mais tempo pela resposta do Governo e avançou com a maior medida que está incluída no Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART). Assim, quem viver nos concelhos limítrofes à AML (Alenquer, Arruda dos Vinhos, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras) passará a pagar 70 euros pelo passe rodoviário para a capital, enquanto que os habitantes dos restantes concelhos pagarão 80 euros (Lourinhã, Bombarral, Cadaval, Óbidos, Peniche, Caldas da Rainha, Nazaré e Alcobaça).

O diferencial para os novos tarifários vai implicar um custo adicional de 1,6 milhões de euros aos cofres da OesteCIM, ou seja, aos 12 municípios, caso o Governo decida não aumentar a sua contribuição para o PART, tendo em conta que já comparticipam na redução dos 30% dos actuais passes inter-regionais. Segundo explicou Pedro Folgado, presidente do Conselho Intermunicipal, “não podíamos esperar mais tempo para corrigir esta assimetria que penaliza os habitantes dos nossos concelhos”. Em declarações ao ALVORADA, o edil de Alenquer espera que o Governo compreenda este passo que foi dado “em defesa da coesão territorial” e que, no próximo ano, aumente a comparticipação financeira para o PART para que “os municípios não sejam penalizados por estarem a substituir-se à Administração Central”.

Isso mesmo foi dito aos cinco deputados oestinos que foram eleitos para a Assembleia da República nas últimas eleições legislativas e que foram esta quinta-feira às Caldas da Rainha participar na reunião do Conselho Intermunicipal da OesteCIM. João Nicolau e Sara Velez (PS), Hugo Oliveira e Duarte Pacheco (PSD) marcaram presença nesta reunião, tendo o Bloco de Esquerda sido representado pela deputada Isabel Pires. A OesteCIM sensibilizou os eleitos para, em sede de discussão do Orçamento de Estado para 2020, terem em linha de conta a necessidade de haver um aumento da verba do PART para que possa acomodar as despesas que os 12 municípios oestinos terão de assumir com esta decisão no próximo ano.

Os dados mais recentes revelam que cerca de 5000 pessoas deslocam-se diariamente entre o Oeste e a AML. Recorde-se que, em 2019, o Estado atribuiu à região 1,3 milhões de euros, a que a OesteCIM somou mais 650 mil euros, para implementar um passe municipal (dentro do perímetro de cada concelho) de valor não superior a 30 euros, um passe até 40 euros para as deslocações intermunicipais (dentro do território da OesteCIM) e 30% de descontos nos passes para ligações inter-regionais com os concelhos da Área Metropolitana de Lisboa (AML), da Lezíria do Tejo e da Região de Leiria.

Notícia rectificada às 18h40 do dia 13. O Bloco de Esquerda não se fez representar na reunião por uma assessora mas sim pela deputada Isabel Pires.
Texto: Paulo Ribeiro/ALVORADA
Fotografia: Sofia de Medeiros/ALVORADA (arquivo)