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Ministro da Saúde decide localização do novo hospital do Oeste até 31 de Março de 2023

ministro da saude oeste 22112022

O ministro da Saúde disse hoje em Torres Vedras que, até ao final do primeiro trimestre do próximo ano, vai tomar uma decisão sobre a localização do novo hospital para a região Oeste, após receber a segunda parte do estudo sobre a futura unidade hospitalar encomendado pela OesteCIM - Comunidade Intermunicipal do Oeste e que contou com o apoio da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e do Centro Hospitalar do Oeste.

“O compromisso que assumi é que o Ministério da Saúde vai naturalmente estudar exaustivamente este estudo, avaliar elementos complementares que venham a revelar-se úteis e tomar uma decisão sobre a localização da construção do futuro hospital do Oeste e o seu perfil funcional, tendo como limite o final do primeiro trimestre de 2023”, afirmou Manuel Pizarro aos jornalistas após uma reunião, à porta fechada, com os presidentes de câmara dos 12 municípios oestinos.

Do lado dos autarcas, o presidente do conselho intermunicipal da OesteCIM, Pedro Folgado, aplaudiu o “compromisso” da definição da localização até Março e do perfil funcional até Setembro do próximo ano.

Com a entrega do estudo encomendado pela OesteCiM, com soluções para localização, valências a ter, dimensão e destino a dar às actuais instalações hospitalares, Manuel Pizarro adiantou que se “avançou decididamente na direcção do novo hospital do Oeste”. O governante remeteu para depois dessa data a definição do perfil assistencial e o lançamento do concurso público a elaboração do projecto ou a definição do modelo de financiamento.

Manuel Pizarro equacionou a hipótese de se avançar para uma parceria-público privada “para a construção e manutenção do hospital” e, nesse cenário, o projecto “não necessita de qualquer verba do Orçamento de Estado”, tranquilizando os autarcas em relação à eventual falta de verbas para essa possibilidade no Orçamento de Estado para 2023.

A parceria público-privada “não é problema desde que funcione e sirva os destinos”, respondeu Pedro Folgado, quando questionado com a hipótese pelos jornalistas.

Uma vez que a construção do novo hospital “demorará sempre alguns anos” e que as unidades hospitalares de Torres Vedras e Caldas da Rainha funcionam em “dois edifícios muito vetustos”, Manuel Pizarro reconheceu a necessidade de obras de manutenção. Contudo, tendo em conta o cenário de construção de um novo hospital, as intervenções não podem ser “muito vultuosas”, disse, adiantando que o projecto da Unidade de Cuidados Intensivos “tem de ser muito bem estudada se é tecnicamente e financeiramente exequível”. “Não há dúvida de que o Oeste precisa de uma Unidade de Cuidados Intensivos, assim como de um novo hospital”, rematou.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Paulo Ribeiro/ALVORADA