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Desafios do Comércio no Oeste em debate público nas Caldas da Rainha

comercio CCC Oestecim

O secretário de Estado da Defesa do Consumidor, João Torres, deixou “uma mensagem de encorajamento” ao comércio local da nossa região na sua intervenção no âmbito do seminário ‘Os Desafios do Comércio no Oeste para o Século XXI’ que decorreu esta terça-feira nas Caldas da Rainha. O governante destacou a importância de dois grandes desafios que a União Europeia aposta para o futuro e que os comerciantes devem ter em linha de conta: a Economia Circular e a Economia Digital. “Há espaço para o comércio tradicional. O comércio local e de proximidade tem o futuro assegurado no nosso país”, assegurou o governante, que aproveitou a oportunidade para elogiar publicamente o projecto inovador que está a ser desenvolvido pela OesteCIM – Comunidade Intermunicipal do Oeste – Lojas com História – que vai no sentido de procurar aliar a inovação à tradição deste importante segmento económico dos 12 concelhos da nossa região. João Torres revelou ainda que o Governo está a promover um programa nacional que passa por conceder apoios financeiros para que cerca de 50 mil pequenas e médias empresas possam desenvolver o seu negócio através da internet.

Promovido pela OesteCIM e pela FAERO - Federação das Associações Empresariais da Região Oeste, contando com o apoio da DGAE - Direcção-Geral das Actividades Económicas neste seminário, esta sessão decorreu no Centro Cultural e de Congressos da cidade termal e procurou-se debater o futuro do comércio da nossa região. Para Pedro Folgado, presidente do Conselho Intermunicipal da OesteCIM, os números do desenvolvimento económico no âmbito das pequenas e médias empresas – cerca de 84 mil - mostram que a região está claramente acima da média nacional. “O comércio local tem que se reinventar e fazer algo mais para ter uma presença maior no digital, sendo uma oportunidade de excelência e onde há muita margem para melhorar”, destacou o autarca de Alenquer. Já Inácia Caeiro, em representação da FAERO, destacou que “todos nós temos interesse em que os projectos vão para a frente” mas recordou que muitas das pequenas e médias empresas sofrem de um problema de “descapitalização” devido à crise económica que assolou o país e às mudanças comportamentais dos consumidores.

O programa deste seminário contou com a abordagem de diversos temas: ‘O Comércio com História’ - DGAE); ‘Simplificação do acesso e exercício das actividades económicas’: Ana Cláudia Guedes (investigadora da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra); ‘Avaliação do impacto legislativo – Medida Custa Quanto?’: UTAIL – Unidade Técnica de Avaliação de Impacto Legislativo; ‘Comércio Digital – Qualificar o Comércio para a Economia Digital’: Alexandre Fonseca (presidente da ACEPI – Associação da Economia Digital); ‘O Comércio Tradicional no Século XXI e o rendimento disponível das Famílias’: João Delgado (presidente da ACISN - Associação Comercial Industrial e de Serviços da Nazaré); ‘Boas Práticas no Comércio Local de Proximidade’: Nelson Quico (Quico Supermercados, Lda) e Paula Alves (Pastelaria Alcoa); ‘Visão Estratégica para o Comércio no Século XXI’: moderação de Paulo Simões (Primeiro Secretário da OesteCIM) e oradores das intervenções anteriores.

Este seminário decorreu no pequeno auditório do CCC e não teve uma grande adesão, provavelmente por ter decorrido durante a tarde, em pleno horário de funcionamento da grande maioria dos estabelecimentos do comércio tradicional e, desta forma, inviabilizando a presença de muitos pequenos empresários que não puderam marcar presença.

Texto e foto: Paulo Ribeiro/ALVORADA.