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AIRO com plano para recuperar empresas do Oeste até 2030

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A AIRO - Associação Empresarial da Região Oeste divulgou o plano de apoio à recuperação empresarial até 2030, assente em nove eixos estratégicos para tornar a região mais coesa, sustentável e competitiva.

O documento, a que a agência Lusa teve acesso, define como eixos prioritários para a recuperação das empresas da região o reforço da marca ‘Oeste’; a reindustrialização e reconversão industrial; a aposta nas economias circular, bioeconomia e azul; a requalificação de recursos humanos; a inovação na gestão; o turismo e outras acções transversais para o desenvolvimento regional.

No que respeita à marca ‘Oeste’, as acções iniciam-se em 2022 e prolongam-se até 2025, visando implantar, em parceria com a OesteCIM - Comunidade Intermunicipal do Oeste, uma “imagem empresarial assente na qualidade e diferenciação” que valorize os produtos exportados.

A reindustrialização, iniciada já este ano, vai prolongar-se até 2030, englobando, além do reforço do investimento em investigação, o desenvolvimento de ‘clusters’ de engenharia de produtos, tecnologias digitais e renováveis. Este último ‘cluster’ vai ao encontro do objectivo do plano em termos de economia circular, cujas acções vão prolongar-se também até 2030, tal como nas áreas de bioeconomia e economia azul.

O Oeste pretende “afirmar-se como uma região verde”, sustenta o plano, que aponta directrizes para a redução de carbono nas actividades ligadas à água e à agricultura. O foco na sustentabilidade do oceano e dos recursos "azuis" aponta o projecto ‘SmartOcean’ como “um pilar de desenvolvimento regional” e preconiza medidas como a digitalização dos portos da Nazaré e Peniche, a valorização do ecossistema da Lagoa de Óbidos e o desenvolvimento do ‘cluster’ mar.

No plano, a AIRO defende ainda que a formação e requalificação dos recursos humanos seja feita em articulação com as escolas, centros de formação e municípios, promovendo a formação contínua de adultos e o alargamento do ensino de tecnologias de informação e comunicação e de habilitações linguísticas. Neste capítulo, a associação pretende ainda criar soluções de recrutamento internacional de recursos humanos, através do desenvolvimento de uma “campanha de atracção internacional” para responder às necessidades empresariais.

Em termos de gestão e inovação, o plano propõe apoios à internacionalização das empresas; a promoção de ‘autarquias-laboratório’, identificando plataformas colaborativas (envolvendo as câmaras, empresas, universidades, politécnicos e centros tecnológicos); o reforço de redes de parcerias e apoios à digitalização de negócios e o reforço da comunicação institucional para aumentar a visibilidade das empresas. Entre os sectores de atividade, a AIRO destaca o turismo como uma das áreas a “reerguer” no período de recuperação da crise pandémica da Covid-19.

A associação, que este ano comemora 40 anos de actividade, aponta ainda com projectos para o futuro a criação de um centro empresarial que integrará, a par com a sua sede, o ‘Caldas Empreende’, uma incubadora de empresas localizada nas Caldas da Rainha. No que concerne a projectos transversais de desenvolvimento da região o plano considera prioritários a construção de um novo hospital, a modernização da Linha do Oeste e a criação da nova região (NUT III) composta pelas comunidades intermunicipais da Lezíria, do Médio Tejo e do Oeste.

Texto: ALVORADA com agência Lusa