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Comissão de Defesa da Linha do Oeste exige ao Governo que acelere compra de comboios novos

comboio novo cp

A Comissão Para a Defesa da Linha do Oeste (CPDLO) vai exigir que o Ministério das Infraestruturas intervenha junto da CP para impedir que o atraso na aquisição de novas composições (na foto) ponha em causa o processo de modernização da ferrovia.

A comissão manifestou hoje, em comunicado, “a maior preocupação pelo atraso na encomenda das 22 composições que irão renovar o material circulante em várias linhas”, temendo que no caso da Linha do Oeste este atraso possa “pôr em causa a rentabilização do processo de modernização e de electrificação em curso”.

A preocupação tem por base uma notícia avançada na segunda-feira pelo Diário de Notícias, dando nota de que a compra de 22 novos comboios para o serviço regional, autorizada pelo Governo em Setembro de 2018, está parada no Tribunal de Contas, desde Fevereiro, aguardando esclarecimentos por parte da CP. Lembrando que o concurso público, lançado em 2019, “previa a chegada das novas composições entre 2023 e 2026”, José Rui Raposo disse hoje à agência Lusa que “este atraso é bastante grave, e muito preocupante”, uma vez que “a CP precisa das novas composições para garantir o transporte dos passageiros no troço entre Meleças e Caldas da Rainha”, cuja modernização e electrificação tem conclusão prevista para 2023. “Se a entrega das composições não for concretizada antes da conclusão da obra, o investimento na Linha do Oeste não poderá ser devidamente aproveitado, sabendo-se da carência que existe no país, quer em termos de composições eléctricas, quer híbridas, quer mesmo a 'diesel'”, disse José Rui Raposo.

No comunicado, a CPDLO lembra que as composições a 'diesel' alugadas à empresa espanhola Renfe, que servem presentemente a Linha do Oeste, “estão a envelhecer, com avarias cada vez mais frequentes e custos para a CP elevadíssimos”, situação que “tenderá a piorar com o passar dos anos”. Por outro lado, o troço entre Caldas da Rainha e Louriçal “estará por electrificar para além de 2023, pelo que as novas composições híbridas serão indispensáveis para garantir o serviço de passageiros ao longo de todo o percurso da Linha”, lê-se no comunicado.

Convicta de que o atraso na encomenda das novas composições “só serve os interesses privados no transporte de passageiros e põe em causa a qualidade o serviço público ferroviário”, a CPDLO vai exigir do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, que intervenha junto da CP, “para que o processo da aquisição das novas composições se concretize com a maior celeridade”, de modo a que em 2023 estas estejam a circular na Linha do Oeste. Tanto mais que “obstáculos como este não são novos neste processo: tentativa de encerramento da linha, degradação do serviço, ausência de modernização foram, ao longo dos anos, outros factos que só ajudaram os operadores privados de transporte rodoviário colectivo”, conclui o comunicado.

O projecto de modernização da Linha do Oeste compreende um investimento total de 155 milhões de euros, visando numa primeira fase a requalificação do troço entre Mira Sintra-Meleças e Torres Vedras e, numa segunda fase, já iniciada, e do troço entre Torres Vedras e Caldas da Rainha. A obra tem uma candidatura aprovada pelo programa Compete 2020 e conta com 85% de financiamento comunitário.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Direitos Reservados