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Federação de associações empresariais criam gabinete de emergência para enfrentar calamidade económica

gabinete oeste FAERO

A FAERO - Federação das Associações Empresariais da Região Oeste decidiu criar um gabinete de emergência para dar apoio aos empresários, numa altura em que o tecido empresarial da região Oeste vive “um momento de crise empresarial profunda e sem precedentes” provocada pela pandemia. Em comunicado enviado ao ALVORADA, esta federação alerta que “a situação empresarial é de gravidade extrema e durante o ano de 2020 as reservas de tesouraria das empresas foram esgotadas”, pelo que “a não existência de apoios efectivos aos empresários e ao tecido empresarial como um todo, levarão ao seu agravamento, causando uma crise social sem precedentes na região Oeste”. Como as empresas se encontram com enormes dificuldades de tesouraria para pagar estes serviços de apoio, os mesmos serão prestados gratuitamente aos empresários. Foi por isso solicitado apoio financeiro aos municípios para ajudar nesta resposta regional.

A partir de hoje, o Gabinete de Apoio à Recuperação Económica do Oeste funcionará, nesta fase de arranque, com seis das oito associações que integram a FAERO, com equipas e consultores disponíveis para apoiar as empresas: ACSIA - Associação Comercial, de Serviços e Industrial de Alcobaça e Região de Leiria; ACISN - Associação Comercial Industrial e de Serviços da Nazaré; ADL - Associação de Desenvolvimento Local da Lourinhã; AIRO - Associação Empresarial da Região Oeste; ACCCRO - Associação Empresarial das Caldas da Rainha e Oeste; e MOV Peniche - Núcleo Empresarial do Concelho de Peniche. Integram ainda a federação a ADEB - Associação de Desenvolvimento Empresarial da Benedita e Associação Bombarral Sustentável.

Segundo Carlos Barros, que preside à direcção da FAERO em representação da AIRO, este é o momento de reunir todos os esforços e valências das associações empresariais no sentido de apoiar os empresários nomeadamente as micro e pequenas empresas, as que mais têm sofrido com a calamidade económica. “As consequências económicas provocadas pela pandemia serão avassaladoras em 2021, o impacto será muito maior do que em 2020. As empresas vinham de uma economia ‘saudável’ em 2018 e 2019 mas agora têm sobre si o peso do ano de 2020, onde a situação económica não lhes permitiu serem rentáveis. Espera-se nos próximos meses o fecho de muitas empresas por falta de liquidez, não sendo a continuação de empréstimos uma solução sustentável”, destaca o dirigente associativo.

A FAERO destaca ainda que as empresas estão a suportar custos há um ano, em muitos casos sem apoios ou com um financiamento máximo de 70%, sendo agora previsto de aproximadamente de 80% dos custos com os recursos humanos. “Mas as empresas têm um conjunto infindável de outros custos e encargos obrigatórios que fez com que as reservas das empresas terminassem”, frisa a organização.

Os dados económicos recolhidos pelo barómetro empresarial lançado pela AIRO confirmam esta situação, segundo a federação, estando neste momento a ser realizado o quinto questionário às empresas, pelo que no final deste mês já heverá informação detalhada sobre a situação empresarial da região. “Da informação já recebida pelos empresários, o prognóstico neste momento, é devastador! Se analisarmos pragmaticamente a informação disponível sobre a pandemia, verificamos que esta situação se prolongará em 2021 e continuará em 2022, pelo que os apoios disponíveis não são suficientes, um número muito elevado de empresas não tem acesso a apoio por questões burocráticas como o seu código de actividade económica mas estão fortemente afectadas”, alerta Carlos Barros.

Nas várias reuniões realizadas na última semana pelas associações empresariais, é opinião unânime que urge “um efectivo sistema de apoio às empresas”. Os empresários consideram que é o momento de apoiar a actividade empresarial, não se deve aguardar para lançar “as denominadas medidas de retoma económica quando já não existir actividade económica”, pelo que “é este o momento de salvar as empresas e os postos de trabalho”.

O GO Oeste tem por objectivo ajudar os empresários a sobreviverem a esta calamidade, ontribuir activamente, para a sobrevivência das actividades económicas fundamentais para a sustentabilidade da região Oeste e coesão social, bem como servir de mediação com entidades públicas ao nível central na procura de medidas e soluções que possam evitar a falência de empresas e o desemprego em escala. O GO Oeste criou mecanismos para disponibilizar todos os recursos existentes nas associações empresariais. Além da informação aos empresários é essencial dar um apoio efectivo não só informar mas fazer (como a criação de minutas, análises financeiras, candidaturas, entre outras), criando ou procurando soluções para os problemas.

Qualquer empresário poderá utilizar os seguintes contactos por forma a ter acesso ao apoio e o encaminhamento que necessitar, nomeadamente ao nível jurídico, apoio a candidaturas, análise financeira, formação profissional financiada, entre outros: telemóvel directo - 928 060 360; e-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.; Whatshapp: 928060360; Facebook: https://www.facebook.com/federacaofaero; Formulário: https://forms.gle/sDnDFsZTMCmbQkL48.

Texto: ALVORADA