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‘Os Verdes’ insistem na exigência da modernização urgente e integral da Linha do Oeste

Linha do Oeste

O Partido Ecologista Os Verdes entregou na Assembleia da República um Projecto de Resolução onde recomenda ao Governo que tome as medidas necessárias com vista à urgente elaboração dos estudos de modernização e electrificação do troço Caldas da Rainha - Louriçal (Pombal) e consequente projecto de execução, salvaguardando o funcionamento integral da Linha do Oeste.

O partido da oposição exige também que se providencie as diligências necessárias de modo a garantir aos utentes da Linha do Oeste o acesso ao tarifário reduzido por aplicação do PART - Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes Públicos, acabando com a discriminação ainda existente. “Os Verdes consideram ser necessário e fundamental que o comboio seja uma verdadeira alternativa de transporte público na região, pelo que importa assegurar que os investimentos são executados urgentemente, e que as políticas relativas ao PART são aplicadas de forma equitativa nos transportes públicos ferroviário e rodoviário”, refere o comunicado enviado ao ALVORADA.

Recorde-se que o projecto de modernização da Linha do Oeste entre Meleças (Sintra) e Caldas da Rainha, cujo investimento total ascende a 155 milhões de euros, foi dividido em duas empreitadas. A primeira, entre Mira Sintra-Meleças e Torres Vedras, num investimento estimado em 68,5 milhões de euros para cerca de 43 quilómetros de via férrea, teve o concurso público publicado em Julho de 2019, mas apenas foi adjudicada em Março de 2020. O concurso para a segunda parte, a requalificação do troço entre Torres Vedras e Caldas da Rainha, com um valor estimado de 30,4 milhões de euros, foi publicado no passado mês de Outubro.

Segundo ‘Os Verdes’, “é com preocupação que se verificam os sucessivos adiamentos dos prazos, pois poderá comprometer a modernização da Linha do Oeste entre Meleças e Caldas da Rainha, dentro do prazo de execução previsto para 2022, com a subsequente continuidade de degradação do serviço ferroviário e o afastamento dos utentes da Linha do Oeste”. Acrescentam ainda os deputados José Luís Ferreira e Mariana Silva no projecto de resolução entregue na Assembleia da República, que “tal situação torna-se ainda mais grave quando na região tem sido difícil de implementar o Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART) na Linha do Oeste, nomeadamente nos passes dos utentes que se deslocam para a área metropolitana de Lisboa (AML). Apesar do valor do passe dentro dos concelhos da região ser mais baixo na ferrovia do que na rodovia, de modo a incentivar o uso do comboio, o mesmo não acontece aos utentes que se deslocam diariamente para a AML. Estes viram ser reduzidos os seus valores de passes em 30%, mas não foi aplicado o valor equivalente ao do autocarro. Como exemplo, sabe-se que um utente de Caldas da Rainha que se desloque para a AML de autocarro paga de passe mensal 80 euros, enquanto um utente da Linha do Oeste paga 150 euros”.

‘Os Verdes’ consideram ser necessário e fundamental que o comboio “seja uma verdadeira alternativa de transporte público na região, pelo que importa assegurar que os investimentos são executados urgentemente, e que as políticas relativas ao PART são aplicadas de forma equitativa nos transportes públicos ferroviário e rodoviário”.

Texto: ALVORADA
Fotografia: Paulo Ribeiro/ALVORADA (arquivo)