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Oeste: GNR resgata ave debilitada e devolve cobra à natureza

GNR recuperacao de cobra

O Comando Territorial de Leiria da GNR, através do Núcleo de Protecção Ambiental de Caldas da Rainha, recuperou uma ave e uma cobra, em duas acções distintas, nos concelhos da Nazaré e Caldas da Rainha, realizadas na última sexta-feira e que fiu hoje anunciado pela instituição.

Em comunicado, a GNR informa que na primeira situação, no seguimento de uma denúncia de populares, os militares resgataram uma ave da espécie Tarambola-dourada (Pluvialis apricaria), “que se encontrava debilitada fisicamente e incapacitada de voar”. A ave foi entregue no Centro de Recuperação de Animais Selvagens da Quercus, localizado na Tojeira, no concelho do Cadaval, no sopé da Serra do Montejunto, para tratamento e posterior libertação. A tarambola-dourada caracteriza-se pela plumagem acastanhada com pintas brancas, pelo bico espesso e curto e pelas patas pretas. Frequenta terrenos agrícolas, muitas vezes na companhia de abibes. É uma ave invernante em Portugal e pode ser observada principalmente de Outubro a Fevereiro, embora ocasionalmente seja vista noutros meses. É uma espécie característica de habitats agrícolas desarborizados, nomeadamente terrenos incultos e pousios. “Só ocasionalmente se observa perto de água”, refere o portal ‘Aves de Portugal’.

No segundo caso, os militares da GNR recolheram uma cobra-de-escada, (Zamenis scalaris), que se encontrava na porta de uma habitação, tendo sido devolvida ao seu habitat natural. Trata-se de uma espécie de cobra considerada inofensiva. Pode ser encontrada em França, Portugal, Espanha e possivelmente em Itália. Em Portugal continental encontra-se bem distribuída por todo o território, especialmente até aos 800 metros de altitude. Cobra de grandes dimensões (até 160 cm de comprimento total), com um corpo longo e esguio e cauda relativamente curta. A sua preferência de habitat ajusta-se muito bem aos biótopos mediterrânicos: carvalhais abertos, pinhais, montados e todas as respectivas etapas de degradação. Em meios naturais e, especialmente, nas paisagens agrícolas, esta serpente refugia-se frequentemente nas galerias ribeirinhas, nas orlas de bosques, em sebes e nos muros. “A sua predileção vai, no entanto, para locais secos, com boa exposição solar, abundância de arbustos e disponibilidade de pedras. De hábitos predominantemente diurnos, é uma cobra ágil e rápida, capaz de trepar às árvores em busca de sombra ou no encalço de ninhos de aves. No pico estival pode apresentar alguma actividade crepuscular ou mesmo nocturna”, informa o portal ‘Mitra Nature’.

Texto: ALVORADA
Fotografia: GNR