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CHO aposta nas teleconsultas de Ortopedia e de Medicina Física e Reabilitação para reduzir listas de espera

teleconsulta

A realização de teleconsultas pelos Serviços de Ortopedia e de Medicina Física e Reabilitação (MFR) do CHO - Centro Hospitalar do Oeste é agora uma possibilidade para os utentes. Segundo anunciou a instituição pública em comunicado enviado ao ALVORADA, “de uma forma mais próxima, mais cómoda e mais fácil, o utente pode ser observado por um médico através de computador, ‘smartphone’ ou ‘tablet’, evitando a deslocação ao hospital”. Esta nova modalidade permite que as consultas possam ser realizadas remotamente, com recurso às tecnologias da informação e da comunicação, “tirando partido da generalização das plataformas tecnológicas”.

Segundo o CHO, “a observação do doente à distância permite o despiste de algumas situações, e de algumas patologias com o pedido de exames complementares de diagnóstico, que venham a ser necessários para uma futura consulta presencial de seguimento”.

A primeira teleconsulta de Ortopedia realizou-se no início deste mês e, para o efeito, existiu uma parceria com o Centro de Saúde de Mafra (que integra o ACES Oeste Sul), onde estava presencialmente um médico de medicina geral e familiar com um doente, tendo sido realizada uma teleconsulta em tempo real com um médico ortopedista do CHO.

As Consultas Externas de Ortopedia funcionam nas unidades hospitalares de Caldas da Rainha, Peniche e Torres Vedras, tendo sido observados no ano passado 11.802 utentes, num total de 19.625 consultas médicas que foram realizadas nestes três hospitais públicos oestinos.

A teleconsulta de Ortopedia Infantil teve o seu início, simbolicamente no dia 1 de Junho - Dia Mundial da Criança - e é realizada por um ortopedista directamente com o utente sem a intermediação do médico de família. Para que seja possível a sua realização, os pais ou tutores deverão ter acesso a um computador com câmara e som, ‘smartphone’ ou ‘tablet’ com ligação à internet. “De recordar que a consulta de Ortopedia Infantil funciona nas unidades de Caldas da Rainha e de Torres Vedras, e trata actualmente de doenças congénitas (pé boto, displasia da anca, por exemplo), alterações do desenvolvimento (joelhos, pés planos, etc.), e alterações adquiridas pós infeção, pós traumatismo. As patologias são múltiplas, atingindo desde o recém-nascido ao adolescente”, informa ainda o CHO em comunicado. Em 2019 foram observados 572 utentes, num total de 963 consultas realizadas por este serviço.

Também o Serviço de Medicina Física e Reabilitação iniciou a actividade de teleconsulta, com recurso à utilização de comunicações interactivas, com a presença do utente junto do seu médico de família (neste caso em parceria com o ACES Oeste Norte). A 11 de Maio iniciaram-se, na Unidade de Torres Vedras, os teletratamentos na área da Terapia da Fala. E, no passado dia 1, iniciaram-se, na Unidade de Caldas da Rainha, os teletratamentos na área de Fisioterapia, em algumas patologias crónicas, nomeadamente, escolioses na idade pediátrica. “Projecta-se, logo que possível, tornar estas práticas extensivas aos doentes das três unidades” hospitalares, adianta o CHO. Neste serviço, em 2019, foram observados 3.630 utentes, num total de 7.600 consultas externas presenciais, realizadas nas três unidades do CHO.

Para o Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Oeste, a implementação das teleconsultas “nas situações em que estas são clinicamente viáveis, vem trazer vantagens claras para profissionais e utentes, nomeadamente na agilização de procedimentos, na redução das deslocações ao hospital nesta fase da pandemia e na redução das listas de espera, que aumentaram nos últimos meses com a suspensão da actividade assistencial em 16 de Março". “Acima de tudo, o recurso às teleconsultas vem reforçar a capacidade de prestação de cuidados de saúde, garantindo qualidade nas consultas de acompanhamento e seguimento aos utentes da região Oeste”, conclui o organismo presidido por Elsa Baião.

Sublinhe-se que as medidas para reforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS) este ano rondam os 100 milhões de euros, segundo o Plano de Estabilização Económica e Social publicado no sábado à noite em Diário da República. Nas redes de informação em sistemas de saúde podem ser investidos até 6,8 milhões de euros. “Pretende -se, entre outros aspectos, promover a aquisição de equipamento informático para o SNS, de modo a garantir o acesso universal aos meios tecnológicos adequados pelos estabelecimentos de saúde e doentes internados ou em domicílio, necessários à aplicação de mecanismos de telessaúde, designadamente, teleconsulta e telemonitorização, excepto quando tal não for clinicamente adequado ou tecnicamente possível, permitindo ainda o acompanhamento não presencial por videochamada de familiares de doentes internados”, nos termos do diploma. Este Programa de Estabilização Económica e Social, aprovado pelo Conselho de Ministros vigorará este ano para responder à crise provocada pela pandemia da Covid-19.

O Centro Hospitalar do Oeste integra os hospitais de Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, tendo uma área de influência constituída pelas populações dos concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça e de Mafra.

Texto: ALVORADA
Fotografia: SNS