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PSD critica atraso no concurso para obras na urgência hospitalar de Torres Vedras

Hospital de Torres Vedras 2

O PSD de Torres Vedras alertou que o concurso público para as obras no serviço de urgência do hospital da cidade está por lançar há três meses, considerando haver um incumprimento da parceria estabelecida entre o município e o CHO - Centro Hospitalar do Oeste. "Três meses após ter sido celebrado o protocolo, não há concurso" [para a requalificação da urgência], disse em conferência de imprensa o também vereador Marco Claudino, lembrando que o procedimento deveria ter sido lançado até final de Janeiro deste ano. Por esse motivo, sublinhou, "não está a ser cumprido o protocolo" assinado em 12 de Fevereiro entre o Município de Torres Vedras e o CHO, para a melhoria dos serviços do hospital público da cidade. "A Covid não pode servir de pretexto para que outros objectivos na saúde fiquem para trás", criticou o dirigente social-democrata.

Questionado pela Lusa, o presidente da Câmara Municipal, Carlos Bernardes esclareceu que o protocolo "está a ser cumprido, mas os prazos dilataram porque o projecto e o preço foram revistos", carecendo de nova autorização do Governo para a obra. "Não é por causa da pandemia que a obra vai atrasar, até porque estão comprometidos fundos comunitários", referiu o autarca socialista.

O cenário foi confirmado pela presidente do conselho de administração do CHO, Elsa Baião, que adiantou que a obra, agora orçada em 1,6 milhões de euros, aguarda autorização dos ministérios da Saúde e Finanças e só depois pode ser lançada a concurso. A administradora hospitalar garantiu que, logo que surgir a autorização do Governo, o CHO tem o processo "pronto e pode lançar o concurso no dia a seguir". Ao CHO compete "fazer cumprir o compromisso assumido pela tutela de abrir quatro postos de trabalho para recrutamento de médicos especialistas em pediatria até 2023", "garantir os recursos humanos necessários ao funcionamento ininterrupto da urgência pediátrica" e criar internamento pediátrico em Torres Vedras, de acordo com o protocolo celebrado em Fevereiro.

O acordo vincula ainda o CHO a estudar a possibilidade de vir a criar uma Unidade de Cuidados Intensivos, lançar até ao final de 2021 o concurso para as obras na urgência geral, instalar a valência de psiquiatria, garantir médicos para o Centro de Diagnóstico Pneumológico, pugnar para que a tutela venha a considerar Torres Vedras como zona carenciada e crie incentivos para os pediatras, e contratar profissionais que assegurem os serviços, na sequência da reposição das 35 horas semanais.

O Município de Torres Vedras compromete-se a efectuar diversas melhorias no actual edifício do hospital, financiar obras de requalificação do serviço de pediatria, dotando-o de internamento, procurar financiamento para a criação de uma Unidade de Cuidados Intensivos e para a Unidade de Manipulação de Citotóxicos, e encontrar instalações para relocalizar o Centro de Diagnóstico Pneumológico, assim como para a instalação da psiquiatria.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Direitos Reservados