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COVID-19: professores da ESCO fabricam viseiras para dar aos hospitais

viseiras

A ESCO - Escola de Comércio e Serviços do Oeste está encerrada, em Torres Vedras, mas os professores de informática levaram as impressoras 3D para casa e, enquanto dão aulas à distância, estão a fabricar viseiras, um modelo validado pelo CHO - Centro Hospitalar do Oeste.

Este projecto arrancou no sábado e, ao ser divulgada nas redes sociais, tem vindo a juntar particulares e empresas com aqueles equipamentos informáticos, atingindo-se uma capacidade de produção diária de "50 a 60 viseiras", disse à Lusa Álvaro Brito, professor da ESCO. "Na quarta-feira, entregámos 450 na zona de Lisboa e mais 20 no hospital de Torres Vedras, hoje já temos mais 50", acrescenta. Contactos telefónicos e por via electrónica têm chegado de todo o país, tendo um dos pedidos sido feito pelo Hospital Dona Estefânia, em Lisboa.

A instituição escolar liderada pela lourinhanense Júlia Alfaiate lançou o pedido de ajuda, não só a empresas do ramo para atingirem produções em série destes equipamentos de protecção individual, mas também de todos quantos possam doar e financiar a matéria-prima. Na sua página do Facebook, a escola sublinha que “este projecto está a ganhar asas, já temos connosco cinco particulares e as seguintes entidades: Inforpuzzle, Gisela & Custódio, Lda., mauser.pt, LabAberto FABLAB de Torres Vedras, FabLab Benfica do Instituto Politécnico de Lisboa, FabLab EDP, XYZLAB, Dholotec, ISICOM, A3, Agrupamento de Escolas Madeira Torres”. Na região, para além da entrada de viseiras ao Hospital de Torres Vedras e à UCSP Torres Vedras, estão prestes entregar o equipamento de protecção individual à ASFE SAÚDE. “Este movimento entregou também várias viseiras ontem em Lisboa, Caldas da Rainha e Torres Vedras. Estamos a fazer o melhor que conseguimos. Um obrigado especial ao nosso colega Álvaro Brito, coordenador do Curso Técnico de Programação de Sistemas Informáticos, que fez da sua casa uma oficina solidária, e a todos quantos nos têm feito chegar material e colaboração. Todos somos poucos!”, refere a ESCO.

No CHO, que é responsável pela gestão dos hospitais públicas oestinos, há "stock de máscaras para uma semana, quando em períodos habituais havia para um mês", obrigando os respectivos hospitais de Torres Vedras, Caldas da Rainha e Peniche a fazerem uma "gestão o mais criteriosa possível da utilização dos equipamentos individuais", destacou a administradora Elsa Baião. A instituição tem recebido ofertas de diverso tipo, mas as máscaras têm permitido distribuí-las "a todos os profissionais, sejam os da linha da frente ou outros".

Nos hospitais da região Oeste, cerca de uma dezena de profissionais estão em quarentena por suspeita de infecção e a aguardar resultados das análises ao novo coronavirus, mas nenhum acusou positivo, informa o CHO.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Inforpuzzle