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Lourinhã: início da recuperação da Galeria Ripícola da Ribeira das Quebradas

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Já foi iniciada a recuperação da Galeria Ripícola da Ribeira das Quebradas, localizada no Montoito - Peralta, no território da União de Freguesias da Lourinhã e Atalaia, anunciou hoje a Câmara Municipal da Lourinhã num comunicado enviado ao ALVORADA.

Esta intervenção tem a duração prevista de 60 dias e conta com o apoio financeiro da União Europeia, através do Programa Operacional Mar2020.

Como o ALVORADA noticiou em Abril deste ano, a autarquia lourinhanense viu aprovada a candidatura submetida ao Programa Operacional Mar2020, que visa a recuperação deste espaço.

O projecto, com início na Praia da Peralta, insere-se na área da Rede Natura 2000 (rede ecológica para o espaço comunitário da União Europeia), no Sítio Peniche/Santa Cruz, PTCON0056, e no Plano de Ordenamento da Orla Costeira.

Segundo refere o comunicado, a recuperação da galeria ripícola da Ribeira das Quebradas, uma extensão de cerca de 350 metros, propõe a renaturalização, enquanto corredor ecológico da margem esquerda da linha de água, no sentido jusante, com espécies de mata ribeirinha, em associação com espécies características do habitat natural existente na zona, nomeadamente dunas litorais com zimbros (Juniperus spp.).

Para o efeito, far-se-á a limpeza da margem da ribeira, através do corte, remoção e controlo de caniços (espécie infestante Arundo donax), a protecção e ancoragem lateral da margem, o revestimento do talude com manta orgânica e hidrosementeira, com mistura de sementes de espécies herbáceo-arbustivas ribeirinhas, a plantação de várias espécies arbustivas ribeirinhas, ao longo da margem da ribeira e o alinhamento de espécies arbóreas nos topos da mesma, com recurso a técnicas de engenharia natural.

Recorde-se que as galerias ripícolas são formações de espécies vegetais autóctones, localizadas nas zonas de transição entre ecossistemas aquáticos e terrestres, com a capacidade de impedir que fertilizantes, pesticidas e outros poluentes, provenientes das escorrências, contaminem as linhas de água.

As mesmas têm ainda como função estabilizar as margens dos leitos, através das raízes de árvores e arbustos, evitando a sua erosão; regular a temperatura da água e limitar a proliferação de algas indesejáveis, através do efeito de ensombramento; reduzir a velocidade da corrente, reduzindo os efeitos negativos das cheias; proporcionar abrigo e alimento para a fauna terrestre e aquática, promovendo assim o incremento da biodiversidade.

Segundo o Município da Lourinhã, com a preservação destas zonas “consegue-se diminuir o risco de incêndios, melhorar a qualidade da água, minorar os efeitos das cheias e das secas, promover a biodiversidade no rio e envolvente, aumentar o interesse paisagístico da área abrangida e valorizar, atrair e educar a população para o usufruto dos espaços naturais e rurais”.

Texto: ALVORADA