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Lourinhã: 10ª edição do Festival Literário Livros a Oeste decorre de 10 a 14 de Maio de forma presencial

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Está de volta à Lourinhã, de 10 a 14 de Maio, o Festival Literário Livros a Oeste, organizado anualmente pelo Município da Lourinhã, este ano sob o tema ‘A Linguagem é um Vírus’.

A 10ª edição consecutiva deste evento (apenas interrompido em 2020 devido à pandemia) conta, mais uma vez, com uma programação variada, trazendo dezenas de convidados para conversas e outras actividades, com o livro e a leitura no centro das atenções.

Segundo José Tomé, vereador da Cultura no Município da Lourinhã, “se, em 2021, lançámos mãos à obra e levámos a cabo o festival Livros a Oeste da forma que foi possível - essencialmente através das novas tecnologias e da transmissão online - não escondo que isso fica sempre aquém do que um evento destes nos proporciona, quer junto do público adulto, quer, naturalmente, junto das crianças das nossas escolas. Este é o ano do regresso efectivo em que, olhos nos olhos, nos encontramos para partilhar leituras”.

Segundo revelou a autarquia em comunicado, a lista de convidados “é extensa e apelativa”, como tem sido “marca identitária no planeamento e concretização destes encontros”: Jorge Serafim (que será o mestre de cerimónias da inauguração) Nuno Saraiva (também responsável pela exposição escolhida para este ano, Diário de uma Quarentena em Risco), João Amaral, Maria Xavier, Rui Zink, Afonso Cruz, Maria Emília Brederode Santos, Ana Ventura, João Melo, José Carlos Barros, Lopito Feijóo, Tony Tcheka, Sérgio Godinho, Rosário Alçada Araújo, Patrícia Furtado, Margarida Rendeiro, Miguel Real, João Céu e Silva, Carlos Vaz Marques, Guilherme D’ Oliveira Martins, Pilar del Rio, Carlos Reis, Nuno Caravela, Henrique Gandum, Duarte Gandum, Luís Filipe Sarmento, Raquel Serejo Martins, Nuno Nepomuceno, João Mascarenhas, Eduardo M. Raposo, Manuel Pires da Rocha, Napoleão Mira, Catarina dos Santos, Noiserv, António Botto Quintans, Salvador Ferreira, Ana Paula Almeida, Mário zambujal, Rita Ferro e Rodrigo Moita de Deus.

João Morales, programador do festival desde a primeira edição, considera que “como habitualmente, um leque abrangente de convidados, que não se restringe a romancistas, poetas ou ensaístas, antes privilegiando a capacidade de partilhar ideias e olhares distintivos e desafiantes, demonstra como o convívio pelas palavras é o cerne de um festival literário”.

Em duas das noites da semana, o festival vai decorrer no Consultório Taberna (a partir das 23h00) para uma tertúlia informal com a poesia ao centro, onde se ouvirão poemas de vários dos convidados (ditos pelos próprios), “mas com a esperança de que os poetas anónimos da Lourinhã se juntem a nós e partilhem a sua escrita”, revela a autarquia.

Da mesma forma, de terça a sexta-feira, decorrerá a iniciativa ‘Os Cantos das Palavras’, na Praça José Máximo da Costa, momento em que são desafiados todos os que por ali passam a parar uns minutos, aceder ao microfone e ler - um poema, uma crónica, uma passagem de um livro. Nesta edição haverá ainda uma atenção especial à vida e obra de José Saramago, Prémio Nobel da Literatura, cujo centenário se assinala um pouco por todo o país.

Por isso, um dos dias, dia 12, é maioritariamente dedicado a este autor. Como sempre, uma parte substancial da programação foi pensada para o público em idade escolar, criando oportunidades para os alunos dos diferentes ciclos de ensino conhecerem os autores e as suas obras, consolidando o gosto pelos livros, abrindo portas para um entendimento crescente das possibilidades inerentes à descoberta das palavras e das ideias, pelos livros, pela escrita, pela leitura, mas igualmente pela convivência com outras manifestações artísticas.

Nessa linha de raciocínio, o tema escolhido para a edição deste ano do Prémio Literário Livros a Oeste | Câmara Municipal da Lourinhã, cujos vencedores serão conhecidos na sessão de inauguração é, também ele, uma homenagem ao centenário da obra da literatura universal ‘À Procura do Tempo Perdido’ (de Marcel Proust).

Toda a semana do festival será acompanhada por uma Feira do Livro, realizada pela Convergência, instalada numa tenda na Praça José Máximo da Costa (frente à Câmara Municipal), oferta que estará disponível entre os dias 6 e 16 de Maio (com especial destaque paras obras dos convidados, mas uma oferta muito mais abrangente, para todos os públicos).

A programação conta também com diferentes momentos performativos, cruzando diferentes linguagens e formas de expressão. Diariamente irá sendo desenvolvida uma oficina/performance com a participação de pessoas anónimas da Lourinhã, desafiadas a integrar esta actividade, cujo resultado final será conhecido no sábado, 14 de Maio, dia de encerramento do festival. É uma encenação/formação da responsabilidade de João de Brito, dos Lama Teatro. Uma outra companhia, a Sombronautas, apresenta o seu espectáculo ‘Diógenes’, e os Apanha-Palavras estarão presentes com uma sessão dedicada à ‘Poesia para Bebés’.

O encerramento do festival faz-se com um espectáculo multidisciplinar, de Napoleão Mira, onde a música e poesia se cruzam e se completam. Para além da programação disponível durante todo o evento, ainda este mês de Abril o público poderá assistir à performance ‘Um Balde de Água Fria’, pelos Apanha-Palavras, na antiga Escola Primária de Ribamar, numa sessão gratuita e dirigida a todas as idades.

Texto: ALVORADA