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Portugal cunha moeda especial dedicada a dinossauro descoberto na Lourinhã

Dinossauro Dinheirosaurus

A Imprensa Nacional-Casa da Moeda, S. A. (INCM) vai cunhar, este ano, uma moeda dedicada ao ‘Dinheirosaurus lourinhanensis’, a espécie de saurópode diplodocídeo do Jurássico Superior, descoberto na arriba da Praia de Porto Dinheiro, na década de 80 do século passado, e cujos fósseis podem ser vistos no Museu da Lourinhã. Trata-se de uma moeda com o valor facial de 5 euros, que será a primeira de uma nova série de moedas alusiva ao tema dos ‘Dinossauros de Portugal’. Estará disponível ao público este ano em duas edições distintas: acabamento normal e prata. O limite da cunhagem desta moeda especial é de 135.000 exemplares, a INCM autorizada a cunhar até 2.000 moedas em prata com acabamento especial do tipo ‘Provas numismáticas’ (proof).

Serão seis as novas moedas que a INCM está autorizada pelo Governo, mediante aprovação prévia do Banco Central Europeu, a cunhar e a comercializar ao longo deste ano. O despacho oficial foi assinado no passado dia 15 pelo secretário de Estado do Tesouro, Miguel Jorge de Campos Cruz, depois de ouvido o Banco de Portugal. Esta cunhagem de novas moedas está inserida no Plano de Emissões de Moedas Comemorativas para 2021 da INCM, que assim alarga o seu catálogo de moedas de colecção comemorativas de vários eventos ou efemérides.

A moeda ‘Dinheirosaurus lourinhanensis’ vai apresentar no anverso em cima, à esquerda, vértebras articuladas do ‘Dinheirosaurus lourinhanensis’; abaixo, no campo central, um trilho de pegadas e a silhueta do dinossauro afastando-se, no quadrante inferior direito o valor facial e o escudo nacional, na orla inferior direita a legenda «Portugal 2021»; no reverso, ocupando a maior parte do campo central, o dinossauro saurópode integrado no respetivo paleoambiente, na orla inferior esquerda o nome científico da espécie ‘Dinheirossaurus lourinhanensis’, na orla superior direita a indicação da autora e a legenda «Casa da Moeda». Será cunhada com acabamento normal e com acabamento especial do tipo ‘proof’ (versão de acabamento das provas numismáticas) com alguns apontamentos de cor. As moedas com acabamento especial serão devidamente protegidas e apresentadas em embalagens próprias.

As moedas com acabamento normal são cunhadas em liga de cuproníquel, com teor de níquel de 25% com uma tolerância de mais ou menos 1,5 %, têm 14 g de massa com uma tolerância de mais ou menos 3 %, o diâmetro de 30 mm e o bordo serrilhado. As moedas de prata com acabamento especial do tipo «Provas numismáticas» (proof) são cunhadas em liga de prata com teor de 92,5% com uma tolerância de mais ou menos 1%, têm 14 g de massa com uma tolerância de mais ou menos 1,5 %, o diâmetro de 30 mm e o bordo serrilhado. Já as moedas de ouro com acabamento especial do tipo «Provas numismáticas» (proof) são cunhadas em ouro com teor mínimo de 99,9%, têm 15,55 g de massa, com uma tolerância de mais ou menos 2%, o diâmetro de 30 mm e o bordo serrilhado.

No contexto da segunda série referente aos ‘Tesouros Numismáticos Portugueses’, será emitida a segunda moeda - Escudo de São Tomé -, com o valor facial de 2,50 euros, alusiva à moeda de ouro cunhada para circular na Índia no século XVI que recorda a acção evangelizadora do Santo naquela região.

Dando continuidade à série ‘Espécies de Animais Ameaçados’, no âmbito de um projecto de apoio e reforço da consciência social associado à preservação da natureza e da biodiversidade desenvolvido com o apoio e colaboração do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, I. P. (ICNF), será emitida uma moeda de 5 euros dedicada ao cavalo-marinho, utilizando-a como forma de alerta e de divulgação para as principais ameaças à sobrevivência das duas espécies registadas em Portugal, o cavalo-marinho comum e o cavalo-marinho de focinho comprido. “A poluição, a pesca de arrasto e com rede, e a captura para comercialização como ‘lembrança’” , constituem, segundo as autoridades, as principais ameaças à sobrevivência deste animal marinho.

Sob o tema do Projecto Nunca Esquecer - Programa Nacional em torno da Memória do Holocausto, enquadrado por uma Resolução do Conselho de Ministros do ano passado, será emitida uma moeda de 5 euros em homenagem a Aristides de Sousa Mendes, o Cônsul de Portugal em Bordéus que há 80 anos foi responsável pelo salvamento de milhares de homens, mulheres e crianças, muitos deles judeus.

Por ocasião da comemoração dos 450 anos da fundação do porto de Nagasáqui em 1571, pela sua relevância no comércio entre Portugal e o Japão, a China e a Índia, durante os séculos XVI e XVII, inicia-se também a série de moedas comemorativas dedicada às relações entre «Portugal e o Oriente», a primeira das quais alusiva à Arte da Laca e às relações comerciais e culturais entre Portugal e o Japão.

Finalmente, introduz-se mais uma nova série de moedas alusiva à Arte Contemporânea Urbana, que muito tem contribuído para tornar as cidades portuguesas pontos de passagem obrigatórios na rota do turismo urbano internacional, com uma moeda de 10 euros representativa do trabalho de ‘Vhils’, nome artístico de Alexandre Farto, que foi responsável, entre outros trabalhos, da gravação da imagem do escritor José Saramago na rampa da Praia de Paimogo, inaugurada no dia em que Prémio Nobel da Literatura celebraria os seus 98 anos de idade.

Segundo o despacho governamental, “com excepção do Estado, através das Caixas do Tesouro, do Banco de Portugal e das instituições de crédito cuja actividade consista em receber depósitos do público, ninguém pode ser obrigado a receber num único pagamento mais de 50 destas moedas”.

O dinossauro ‘Dinheirosaurus lourinhanensis’

Calcula-se que o saurópode ‘Dinheirosaurus lourinhanensis’ poderia ter cerca de 25 metros de comprimento. Este dinossauro herbívoro viveu há aproximadamente 150 milhões de anos, no período do Jurássico Superior. Terá sido provavelmente o dinossauro mais comprido encontrado até agora em Portugal. Dinossauro de grandes dimensões que, à semelhança dos restantes saurópodes, possuía uma cauda e pescoço bastante compridos e uma cabeça relativamente pequena, tendo em conta as enormes dimensões do seu corpo. Pensa-se que viveria em grupo e passaria a maior parte do dia em busca e a consumir grandes quantidades de vegetação. Foi descoberto na década de 1980 na zona da Praia de Porto Dinheiro, no concelho da Lourinhã, local que deu nome ao achado paleontológico.

Os investigadores pensam que deverá ser aparentado com os Diplodocus, saurópodes de grandes dimensões. Junto aos seus ossos fósseis foi encontrada mais de uma centena de gastrólitos - pedras que alguns dinossauros engoliam para facilitar a digestão dos alimentos (à semelhança do que fazem algumas aves actualmente). Os seus ossos fósseis podem ser vistos no Museu da Lourinhã.

Texto: ALVORADA
Imagem: Direitos Reservados