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Lourinhã: Autarcas do PSD consideram inoportunas as obras de requalificação junto à Igreja do Castelo

Igreja do Castelo

Os vereadores do PSD na Câmara Municipal da Lourinhã consideram inoportuna a execução das obras de requalificação da envolvente à Igreja de Santa Maria do Castelo pois, apesar de ser importante o projecto da edilidade para o local, a concretização “na actual fase de instabilidade estrutural do edifício que continua fechado a aguardar melhores dias”, pelo que espera que “prevaleça o bom senso”. Os três autarcas que constituem a oposição no seio do órgão executivo camarário liderado pelo PS, num comunicado enviado ao ALVORADA, alertam que “a prioridade de qualquer intervenção no local tem que ser dirigida `reposição das condições de estabilidade estrutural do edifício, que passa necessariamente pela consolidação das fundações no subsolo da área envolvente, o que leva à necessidade de demolição do investimento superior e ao movimento do equipamento pesado de engenharia”.

A Câmara Municipal da Lourinhã aprovou o lançamento do concurso, por 389 mil euros, para a requalificação ambiental e paisagística da envolvente à Igreja de Santa Maria do Castelo. Estão previstas obras de repavimentação, de reorganização da circulação automóvel e do estacionamento, de delimitação da circulação pedestre, instalação de novo mobiliário urbano, recuperando o miradouro existente junto ao monumento nacional datado dos finais do século XIV. Recorde-se que em Outubro, o município contraiu um empréstimo de 972 mil euros, através do Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas (IFRRU) 2020, destinado a garantir a comparticipação municipal nos projectos do Plano de Acção de Regeneração Urbana para a vila.

Para os vereadores Vanda Oliveira, António Antunes e Hernâni Santos, “é igualmente preocupante a alteração profunda que o projecto prevê quanto ao acesso a um lugar de culto, como é a Igreja de Santa Maria do Castelo”. Os eleitos social-democratas advertem ainda que “sem promover uma discussão pública, o executivo, ao decidir barrar o trânsito ao normal cidadão está a interferir no uso de um espaço religioso, extravasando as suas competências”. Por outro lado, “com a ausência de veículos e de parques de estacionamento alternativos e viáveis, no futuro a Igreja do Castelo será mais um espaço vazio de pessoas, ‘mas bem requalificado’ e a tempo de ser inaugurado para as próximas eleições”.

A oposição social-democrata absteve-se na aprovação do parecer técnico de apreciação do projecto de execução desta empreitada que foi aprovada apenas com os votos do PS e que vai ser lançada pela autarquia lourinhanense. Face à justificação apresentada pelo executivo liderado por João Duarte Carvalho para se avançar com este projecto de requalificação exterior com a necessidade de se aproveitarem os fundos comunitários e com a ausência de resposta da Direcção-Geral do Património Cultural, os eleitos do PSD consideram esta questão “muito grave”. “Os fundos comunitários não devem ser esbanjados em obras não consolidadas”, pelo que “à DGPC como Autoridade Nacional que é, deve ser pedida responsabilidade pela ausência de resposta técnica”.

Texto: ALVORADA
Fotografia: Paulo Ribeiro/ALVORADA (arquivo)