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PSD Lourinhã critica Câmara Municipal de falhar investimentos e apresentar resultados negativos em 2019

PSD Lourinha IV

O PSD da Lourinhã criticou a gestão do executivo socialista na Câmara Municipal e justifica a abstenção no Relatório e Contas de 2019, aprovado na última Assembleia Municipal, pelos “resultados negativos de quase 920 mil euros e com um passivo de 26,2 milhões de euros, apresentando as contas uma gestão com fraca execução de investimentos”. A venda da parcela do Campo da Feira no montante de 940 mil euros e o aumento dos resultados operacionais decorrentes do aumento do preço da água, taxa fixa de água, taxa de saneamento e taxa de resíduos sólidos no montante de cerca de 565 mil euros, obtidos nos últimos seis meses do ano passado, pesaram na redução dos resultados negativos das contas da edilidade.

Em comunicado enviado ao ALVORADA, a estrutura social-democrata conclui que a despesa de execução orçamental foi de 85,47% e os custos com pessoal “continuam a ser a principal despesa registando um aumento de 831.675,52 euros, passando de 7,2 para 8,1 milhões”. Do total da despesa “apenas 27,90% são investimentos” e dos cerca de 1,3 milhões de euros previstos para os cinco grandes projectos do executivo (reabilitação do dos antigos Paços do Município, requalificação do Parque da Cegonha, reabilitação do eixo ribeirinho da vila da Lourinhã, reabilitação da Rua Engº Adelino Amaro da Costa e requalificação da envolvente da Igreja do Castelo), o PSD critica ainda que “apenas cerca de 200 mil euros foram utilizados em projectos e consultadorias paras as referidas candidaturas”. Conclui, assim, que a taxa de execução cifrou-se “em apenas 35,05%, falhando grosseiramente o executivo socialista os seus objectivos, com as ditas obras a serem adiadas e realizadas por ‘mera coincidência’ no último ano de mandato e inauguradas em pleno período pré-eleitoral”.

As críticas do PSD da Lourinhã estendem-se, também, ao facto da receita ter registado “uma execução orçamental de 105,88%”, superior à estimada em 1,37 milhões de euros, que resulta do que foi “pago directamente pelos munícipes na factura da água e em impostos directos arrecadados”. Segundo os social-democratas, pese embora a contratação de um empréstimo de 750 mil euros para melhoramento da rede de água e saneamento e o pagamento (esforço) suplementar dos munícipes na factura da água em mais de um milhão de euros anual, também do urgente investimento nas redes de água e saneamento previsto em 1,25 milhões, apenas foi concretizado o valor de 234.282,64 euros. Desta forma, os autarcas eleitos pelo PSD exigiram “uma melhor gestão nesta matéria, uma vez que as perdas de água se cifram em 43%, o que se traduz num ‘valor deitado à rua’ na ordem dos 555 mil euros anuais”.

Texto: ALVORADA