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DIÁSPORA-COVID-19: testemunho de Jéssica Cruz, de Ribamar, que reside na Suíça

Jessica Cruz

Como está a viver a Diáspora da Lourinhã este novo tempo, em que o centro das atenções é a pandemia da Covid-19? O ALVORADA iniciou a partilha de testemunhos de vida dos emigrantes lourinhanenses que se encontram espalhados pelos quatro cantos do mundo.

Neste tempo difícil que todos atravessamos, com uma pandemia que reduz ao máximo o contacto entre todos, queremos desta forma manter bem vivo o que nos une. Queremos contribuir para que quem esteja longe, fique mais perto de nós, na Lourinhã.

Partilhe e, caso tenha algum familiar e amigo que queira que o contactemos, para aqui deixar o seu testemunho, envie-nos mensagem pelo nosso Facebook ou para o endereço electrónico Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar..

Fique em segurança. Cuide de si e dos outros!

Este oitavo testemunho é de Jéssica Cruz, de Ribamar, que reside há um ano em Basileia, na Suíça:

Olá

O meu nome é Jéssica Cruz, sou emigrante na Suíça. Neste momento trabalho na cidade de Basileia, numa empresa de venda de sistema de tingimentos e corantes para tintas.

Esta pandemia levou a algumas mudanças na minha rotina. O facto de não puder realizar teletrabalho levou a que me tivesse de deslocar à empresa através de bicicleta, visto que o uso de transporte público foi desaconselhado pelo Governo.

Todas as semanas, o Governo do Cantão de Basileia é obrigado a tomar novas medidas, visto que as pessoas continuam a fazer festas, irem para rio em grupos e a tentar passar as fronteiras sem autorização. Como tal, neste momento temos apenas farmácias, supermercados, bancos e correios abertos ao público. Não podemos ter mais de cinco pessoas em grupo ou na mesma sala, o que torna o caso mais complicado para muitas das empresas que continuam em funcionamento.

As compras têm demorado o dobro do tempo, implicando filas de espera fora dos supermercados e senhas de identificação para cada cliente. No meu caso, apenas posso realizar as compras ao final do dia - visto que trabalho durante o dia - e a maior parte dos bens estão escolhidos, incluindo prateleiras vazias.

Penso que a consciencialização de toda esta situação ainda não foi tão eficiente como em Portugal. A grande disponibilidade de recursos e serviços neste país, leva a um falso sentimento de segurança em relação ao vírus.

Esperemos que seja só uma situação temporária e os casos estabilizem ou diminuam.

NOTA DA REDACÇÃO: a Suíça é um dos países mais afectados pelo coronavírus, com 13.720 pessoas testadas positivas e 254 mortes, segundo dados deste sábado.