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COVID-19: Centro de Despistagem da Lourinhã aguarda por conclusão dos procedimentos para começar a funcionar

Centro de Despistagem CML

O Centro de Despistagem ao Covid-19 que o Município da Lourinhã está a montar na vila, com o apoio do Núcleo da Lourinhã da CVP - Cruz Vermelha Portuguesa, continua a aguardar pela autorização da Autoridade de Saúde para entrar em funcionamento. A edilidade está a ultimar o processo, que envolve a contratação de um laboratório certificado, bem como garantir os profissionais de saúde que poderão operar neste centro. A empresa lourinhanense Clínica Dr. Gomes da Cruz THS, Lda emprestou uma carrinha que funcionará como consultório móvel neste Centro de Despistagem.

Segundo explicou ao ALVORADA o vereador João Serra, foi decidido, no âmbito da activação do Plano Municipal de Emergência, “criar um ‘drive-in’ junto aos Paços do Concelho, no sentido de construirmos aqui uma resposta rápida e eficaz porque estamos todos envolvidos nesta luta”. Segundo o autarca, “aguardamos algumas indicações da Delegada de Saúde, porque tem que haver aqui um protocolo com um laboratório que tenha os meios disponíveis para o fazer, que está a ser operacionalizado, e, nesta altura, o que está a faltar são os equipamentos e alguns meios humanos”. João Serra apelou, por isso, para a adesão de voluntários do concelho, da área da saúde, porque “queremos ser uma primeira linha antes da última linha dos hospitais no combate à pandemia”.

Ainda no âmbito do território do ACES - Agrupamento dos Centro de Saúde Oeste Sul está estipulado que, nos Centros de Saúde de Torres Vedras e Mafra, se façam também despiste de doentes com eventuais sintomas de Covid-19 e recolha de análises em tendas montadas junto às unidades. Para as tendas, que foram instaladas com o apoio dos municípios e de outras entidades, como a Cruz Vermelha Portuguesa, "são reencaminhados utentes que se dirigirem ao Centro de Saúde com sintomas compatíveis com a Covid-19, para não serem misturados com outros doentes" nessas unidades. Os doentes que para aí foram triados são sujeitos a consulta. Em Torres Vedras, além da tenda, o atendimento é feito também numa viatura.

Por serem os dois concelhos mais populosos, Mafra (com 100 mil habitantes) e Torres Vedras (com 80 mil) integram a Rede de Diagnóstico na Comunidade e começaram a fazer recolha de análises à Covid-19, condições que estão a ser criadas pelos municípios em articulação com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT). Os cidadãos "poderão, com proximidade, fazer o diagnóstico deste vírus, sem necessidade de deslocação a um hospital de rectaguarda. Este novo serviço contribui para descongestionar as unidades hospitalares e, ainda, para reduzir o risco de contágio para os utentes", explicou a autarquia torriense. As amostras são depois enviadas para laboratórios acreditados.

O presidente da ARSLVT, Luís Pisco, explicou que existem 35 locais em estabelecimentos de saúde em toda a Região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se insere a região Oeste, para os quais as pessoas com sintomas como tosse, febre e dificuldades respiratórias se podem dirigir, antes de um eventual reencaminhamento para os centros de rastreio. Em toda a Região de Lisboa e Vale do Tejo, a estimativa é de vir a fazer "entre os 2.000 e os 2.500" testes em 20 centros de rastreio.

Luís Pisco avançou ainda que a ARSLVT está a trabalhar com laboratórios "que já trabalham para o Serviço Nacional de Saúde", com os quais tem confiança, e que "têm convenções para outras análises", tendo sido "alargadas para esta análise também", garantindo que os hospitais "continuam a manter a sua capacidade para resolver um conjunto de questões". Questionado sobre se há material médico suficiente, o presidente da ARSLVT disse que "o 'stock' tem sido gerido milimetricamente", perspectivando "que não haverá qualquer falta" quer para os médicos, quer para as pessoas que estão a trabalhar nestes locais.

Portugal com capacidade atual para fazer 8.600 testes diários

O secretário de estado da Saúde disse hoje que chegarão 80 mil testes para a Covid-19 até ao final da semana e que actualmente o sistema de saúde tem capacidade para fazer 8.600 testes diários. Aos seis mil testes que podem ser feitos em unidades do Sistema Nacional de Saúde (SNS), somam-se mais 2.600 disponíveis nos sistemas convencionados, o que perfaz uma capacidade diária de 8.600 testes, indicou António Lacerda Sales. Há ainda uma reserva para os próximos dias num total de 24 mil de testes, 17 mil no SNS e sete mil nos convencionados”, disse o governante, na conferência de imprensa diária que decorreu no Ministério de Saúde, em Lisboa.

O Primeiro-Ministro disse recentemente que tinham sido comprados 280.000 testes de despiste para o Covid-19 e que esta semana chegariam 80 mil. António Lacerda Sales disse também que, ainda hoje, elementos do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge reúnem-se com um conjunto de peritos e da DGS para começarem a fazer uma aferição da pertinência dos testes rápidos.

Outro dos assuntos abordados na conferência de imprensa foram os lares de idosos e a possível falta de testes para todos. A directora-geral da Saúde, Graça Freitas, referiu que a partir de quinta-feira o paradigma de utilização dos serviços passa a ser diferente e que se passa a poder recorrer ao sector público ou privado mais próximo para a realização dos testes. “Deixamos de estar na fase de contenção, passando-se a poder recorrer ao laboratório mais próximo, público ou privado. Vamos alargar a oferta de testes às pessoas dos lares que os deverão fazer no local mais próximo”, afirmou.

Sobre os casos positivos que possam ocorrer nos lares de idosos, Graças Freitas aconselhou que, com as forças locais, haja a separação de pessoas que são casos confirmados de covid-19 de não infetados. “Sempre que for possível num lar fazer essa separação será feita, quando não for possível localmente tem de se encontrar uma solução porque isso é um princípio de saúde pública”, acrescentou, lembrando que cada lar pertence geograficamente à área de um agrupamento de centros de saúde que tem uma autoridades de saúde.

Em Portugal, há 43 mortes, mais 10 do que na segunda-feira e 2.995 infecções confirmadas, segundo o balanço feito pela Direção-Geral da Saúde, que regista 633 novos casos em relação a terça-feira. O boletim epidemiológico diário da DGS indica que estão confirmadas 20 mortes na região Norte, 10 na região Centro, 12 na região de Lisboa e Vale do Tejo e uma no Algarve.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 2 de Março, encontra-se em Estado de Emergência desde as 00h00 de 19 de Março e até às 23h59 de 2 de Abril.

Notícia actualizada às 18h13.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Paulo Ribeiro/ALVORADA