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Bloco de Esquerda considera urgente uma Unidade de Cuidados Intensivos no Oeste

hospitalcaldasrainha

O Bloco de Esquerda considera urgente que o Governo “tome as diligências necessárias” para garantir a constituição de uma UCI - Unidade de Cuidados Intensivos no CHO - Centro Hospitalar do Oeste, valência inexistente nos três hospitais públicos oestinos. Numa pergunta dirigida ao Ministério da Saúde pelo Grupo Parlamentar do BE, subscrita pelo deputado lourinhanense Ricardo Vicente, eleito pelo distrito de Leiria, a criação desta valência hospitalar permitiria “aumentar a capacidade de resposta da região à pandemia, mas também para outras patologias”.

Segundo o BE, há um ano estava em elaboração um projecto para criar uma UCI orçamentado em um milhão de euros. No requerimento parlamentar, já entregue na Assembleia da República, os bloquistas questionam o Governo se confirma que está em preparação a criação deste serviço hospitalar, e, em caso afirmativo, quando se prevê que entre em funcionamento e, ainda, “em que hospital se prevê a sua instalação”. O BE interroga ainda o ministério de Marta Temido se o Governo “está disponível para tomar todas as diligências necessárias com vista à urgente criação da UCI”, bem como alerta para o facto de que “a nova UCI para o CHO já estava orçamentada e planeada antes da primeira vaga da Covid-19 e já se previa um enorme agravamento da situação”. Por isso, pretende obter uma justificação do executivo socialista de António Costa o Governo para o facto deste serviço hospitalar não ter sido ainda concretizado.

Baseando-se em declarações do Conselho de Administração do CHO proferidas há um ano, o BE recorda que nessa altura estava em elaboração um projeto para criar uma UCI, “estando orçamentado um milhão de euros para esta finalidade”. O projecto justificava-se porque nenhum dos três hospitais - Caldas da Rainha, Peniche e Torres Vedras - tem UCI e desta forma passariam a poder garantir algumas cirurgias e “reter doentes críticos que actualmente são transferidos” para outros hospitais. Daí que, para os bloquistas, este projecto assume também especial importância para “criar diferenciação e reter profissionais”. É citado, a propósito, um director do Serviço de Urgência que terá afirmado que a nossa região está numa “zona cinzenta” porque não existe “capacidade ventilatória invasiva” para responder à pandemia e relata que esta situação tem elevados impactos na disponibilidade dos profissionais de saúde, pois alguns têm de se ausentar durante mais de 10 horas para acompanhar os doentes até às UCI de outras unidades hospitalares.

Ainda segundo o alerta do BE, a região Oeste é “onde se encontra actualmente o maior número de novos infectados com Covid-19, havendo muitos hospitais sobrelotados”, destacando o facto do CHO. Servir uma população aproximada de 300 mil pessoas, prestando serviços a muitos utentes da Região de Lisboa e Vale do Tejo.

Texto: ALVORADA
Fotografia: Sofia de Medeiro/ALVORADA (arquivo)