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20 de Fevereiro de 2020

Dia 20 de Fevereiro de 2020 celebra-se o centenário da partida de Santa Jacinta Marto para o céu. Depois de uma agonia de mais de um ano, esta criança santa morre poucos dias antes de completar os 10 anos de idade. A história da sua vida é marcada pela simplicidade e pela clareza de quem sabe, sobretudo depois das aparições de Nossa Senhora, que nada é mais importante do que fazer da sua existência uma entrega de amor aos outros, particularmente pelos que mais necessitam de ser libertados da condenação do mal.

No mesmo dia, o Parlamento Português prepara-se para aprovar a lei da eutanásia. Mais uma vez, fica provado que existem interesses extremamente maliciosos com uma influência assustadora naquela que deveria ser uma das expressões da nossa democracia. Senão, vejamos como refere Pedro Afonso no jornal ‘Observador’: “A Associação Médica Mundial reiterou recentemente a sua oposição à legalização da eutanásia e ao suicídio medicamente assistido, após um processo de análise aprofundada sobre este tema. Também entre nós, seis bastonários da Ordem dos Médicos, incluindo o actual bastonário, Dr. Miguel Guimarães, rejeitaram publicamente a despenalização da eutanásia. O Conselho Nacional de Ética e Deontologia da Ordem dos Médicos (que já  tinha emitido um parecer negativo em 2018) voltou  novamente a emitir um parecer negativo aos actuais quatro projectos de legalização da eutanásia e do suicídio assistido apresentados pelos partidos políticos nesta legislatura. O parecer do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida ainda não é conhecido, estando prevista uma reunião para o dia 17 de Fevereiro (três dias antes da votação). Mas, mais uma vez, é tudo feito à pressa, sem qualquer respeito pela ética e pela prudência que uma matéria desta natureza deve ter. Pelos vistos, os deputados, que vão legislar sobre esta matéria, não precisam de ler e reflectir sobre o documento, pois a decisão já está tomada”.

A Dra. Isilda Pegado, no mesmo jornal, refere um dado escandaloso: “Após modificação do anunciado sentido de voto dos partidos à esquerda do PS (excepto PCP) no Orçamento de Estado, surge o agendamento deste debate!!! Que coincidência…” o que leva a uma conclusão: “O povo também fica a saber que este Orçamento não lhe dará melhores condições de vida, nem um Futuro melhor, mas… ser-lhe-á oferecida a morte a pedido. Moeda de troca?”.

Perante estes factos é difícil dizer alguma coisa! Pessoalmente invade-me um sentimento de profunda tristeza e pesar: parece que estamos entregues ao poder do mal, que quem triunfa neste mundo são os filhos das trevas, e que pouco se pode fazer quando estão em causa interesses económicos poderosíssimos. Mas talvez ainda mais preocupante seja o facto de uma maioria da sociedade portuguesa, certamente pouco esclarecida e ludibriada por discursos enganadores de direitos e de bondade para com os “coitadinhos que sofrem”, pareça estar convencida de que matar é melhor do que cuidar e acompanhar. Que se pode acabar com o sofrimento acabando com quem sofre, sem compreender que este caminho é contrário a uma visão responsável e defensora da dignidade da vida humana.

Apesar de tudo acredito que vidas como a da pequena Jacinta são faróis preciosos no meio desta escuridão. Depois de ter a visão do inferno ela dedicou todas as suas forças e determinação a rezar e oferecer sacrifícios pela conversão dos pecadores. No final de 1918, ela dizia à sua prima Lúcia: “Nossa Senhora veio nos ver e diz que vem buscar o Francisco muito em breve para o Céu. E a mim perguntou-me se queria ainda converter mais pecadores. Disse-Lhe que sim. Disse-me que ia para um hospital, que lá sofreria muito. Que sofresse pela conversão dos pecadores, em reparação dos pecados contra o Imaculado Coração de Maria, e por amor a Jesus”.

Santa Jacinta Marto vele por nós e, agora junto a Deus, interceda para que saibamos que a única resposta diante do mal e de qualquer situação de sofrimento, por maior que seja, é sempre o amor até à doação da própria vida porque é isso que vale a pena.

Pe. Ricardo Franco
Edição 1274 - 7 de Fevereiro de 2020