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Deus Menino nasce para nós!

O Nascimento de Jesus em Belém de Judá é a mais bela história de Amor da nossa vida. Deus vem até nós! O céu desce à terra! Ele é o Emanuel, Deus connosco e Príncipe da Paz. O rei dos reis nasce do seio de uma humilde virgem, na pobreza de uma gruta, e os anjos convidam-nos a adorar! As trevas do mundo são iluminadas pela estrela que conduz à Luz verdadeira. O Natal fala-nos de eternidade e nós facilmente o reduzimos a um mero consumismo e gestos sem relevância no todo da nossa existência.   

Nesta história tudo tem sentido e se estivermos atentos aos sinais há uma verdade maior que permite contemplar o mistério do Verbo Incarnado. Importa, por isso, encontrar o desígnio misterioso de um Deus que não desiste de nos revelar o seu Amor. A nossa vida precisa de beleza, de cura, de alegria, de sentido, de um horizonte, e tudo isso nos é dado no Menino que nasce para nós. Abramos os olhos, não tenhamos medo de quem é sempre novo, e participemos deste êxtase de graça e de Amor!     

O Messias nasce no meio de animais porque não há lugar para Ele no meio dos homens, contudo, sem a sua Graça nenhum de nós se pode salvar. São João afirma no prólogo: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a quantos o receberam, aos que nele crêem, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus.” (Jo 1, 11-12) Celebrar o Natal é experimentar esta maravilha: Deus não desiste de me amar, apesar de tantas vezes eu lhe fechar a porta do meu coração!

O seu berço é uma manjedoura, porque Aquele que nasce é o alimento que nos sacia. Uma tradição antiga diz que “as tábuas do presépio foram depois as tábuas da cruz”. Ali de uma forma definitiva Ele oferece o seu corpo para que nós tenhamos a sua vida. Sempre que nos reunimos à volta do altar, celebrando a Eucaristia é esse sacrifício de Amor que nos envolve e do qual pela sua imensa bondade podemos participar.

Os pastores são os primeiros que o reconhecem, visitam e adoram, porque os pobres e humildes têm um lugar privilegiado no coração de Deus. Olhando para estes homens aprendamos a rezar: “O sacrifício agradável a Deus é o espírito contrito; ó Deus, não desprezes um coração contrito e arrependido.” (Sl 51, 19) Para nos aproximarmos de Deus é necessário apenas a disponibilidade e o desejo de quem não quer continuar iludido e perdido nas teias de uma existência amarga e vazia.

O Natal é a festa da família, na medida em que O Senhor do Universo se faz próximo de cada um de nós, familiar da humanidade inteira, para a todos introduzir na comunhão da Vida Divina. Aprender a relacionarmo-nos com os outros a partir do olhar de Deus que contemplamos no mistério da encarnação é a forma de crescermos na celebração sincera que nesta noite fazemos à volta da mesma mesa. As palavras do profeta farão assim ressonância na nossa vida: “Prestai-me atenção e vinde a mim. Escutai-me e vivereis. Farei convosco uma aliança eterna”; e poderemos afirmar com convicção: “Sim, saireis radiantes de alegria, e sereis reconduzidos em paz à vossa casa.” (Is 55, 3.12a)

O presépio é uma palavra poderosíssima de Deus que conhece as nossas debilidades e fraquezas, e sem se escandalizar da nossa miséria faz-se presente em humildade extrema. Jesus nasce no meio do nada para falar de Amor a cada um de nós, que tantas vezes nem sabemos para que vivemos e para onde caminhamos. É urgente meditar nas palavras de São Paulo que são a chave para podermos celebrar com verdade o Natal: “Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza.” (2Cor 8,9)

Hoje, na circunstância em cada um se encontra, porventura, no meio de sofrimentos e angústias, Deus menino nasce para nós. Vivamos o Natal, aprendendo a contemplar no silêncio do nosso coração a imensidade do Amor de Deus, para que depois possamos celebrar e partilhar da mesma alegria dos pastores unidos aos anjos do Céu: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens que Ele ama.

Pe. Ricardo Franco
Edição 1271- 20 de Dezembro de 2019