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Lucro consolidado do Grupo Crédito Agrícola quase duplica e atinge 96,5 milhões de euros até Junho

Credito Agricola

O resultado líquido consolidado do Crédito Agrícola, quase duplicou (+92,5%), para 96,5 milhões de euros, no primeiro semestre em termos homólogos, superando os níveis pré-pandemia, impulsionado pelo negócio bancário, anunciou hoje o grupo. O Grupo Crédito Agrícola integra a grande maioria das Caixas Agrícolas do país, entre as quais a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Lourinhã.

“O Grupo Crédito Agrícola verificou, nestes primeiros seis meses do ano, uma forte retoma da actividade remetendo para a época pré-pandemia [em que o grupo apresentou um resultado líquido consolidado de 74,4 milhões de euros no primeiro semestre de 2019], com o mercado a dar sinais claros de confiança”, afirma o presidente do grupo, citado num comunicado. Segundo destaca Licínio Pina, “o crescimento da margem financeira e da margem técnica de seguros contribuíram para o aumento do produto bancário que, em conjunto com o controlo dos custos de estrutura e a estabilização do custo do risco, não obstante a prudência, permitiram ao Crédito Agrícola registar um crescimento de 92,5% quando comparado com igual período em 2020”.

De acordo com os resultados não auditados hoje divulgados, até Junho o negócio bancário contribuiu com 84,5 milhões de euros para o resultado líquido consolidado, um aumento de 110,6% face ao primeiro semestre de 2020. Em 30 de Junho de 2021, a carteira de crédito (bruto) a clientes do Grupo Crédito Agrícola ascendia a 11,5 mil milhões de euros, uma variação homóloga positiva de 6,2%. Os depósitos bancários totalizavam 18.000 milhões de euros, mais 13,6% (ou 2.151 milhões de euros) em termos homólogos.

Segundo o grupo, “este aumento de recursos, superior ao aumento do crédito (líquido) concedido a clientes, contribuiu para a redução do rácio de transformação que, no final do período, ascendia a 61,9%”. No final de Junho, carteira de crédito em moratória totalizava 2.789 milhões de euros, dos quais 79,8% correspondiam a crédito a empresas, 12,8% a crédito à habitação e 7,3% a crédito ao consumo e outros créditos a particulares. Em termos globais, 95,5% do crédito total e 88,3% das moratórias estava em situação regular (‘stages’ 1 e 2), mas o grupo admite que “o exercício de 2021 encerra níveis de incerteza ainda elevados que se poderão vir a reflectir ao nível do incremento de imparidades da carteira de crédito”“Neste contexto, os próximos resultados trimestrais poderão sofrer alterações materiais decorrentes das actividades de acompanhamento regular da carteira de crédito, em particular dos sectores mais afectados pela crise e com maior peso de contratos de crédito em situação de moratória”, diz.

No que respeita à solvabilidade, o Grupo Crédito Agrícola reporta um nível que descreve como “confortável”, traduzido em rácios ‘common equity tier 1’ (CET1) e de fundos próprios totais, de 17,9% (excluindo resultado líquido do período), num rácio de alavancagem de 8,5% e num nível de cobertura de liquidez (rácio LCR) de 380,4%, “todos bem acima dos níveis mínimos recomendados”.

Para a evolução do produto bancário no primeiro semestre (+14,0 milhões de euros face ao homólogo) o grupo diz ter contribuído “essencialmente” o crescimento da margem financeira em 4,4 milhões de euros (+2,8%), da margem técnica do negócio segurador, que registou uma variação homóloga de +10,2 milhões de euros (+48,4%), e dos outros resultados (+11,2 milhões de euros). As comissões líquidas aumentaram 400 mil euros, para 54,1 milhões de euros, e os resultados das operações financeiras reduziram-se em 12,3 milhões de euros (-18,5%), para um total de 54,4 milhões de euros. “A redução dos custos de estrutura de 2,1 milhões de euros face ao período homólogo e o aumento do produto bancário determinaram uma melhoria de 3,6 pontos percentuais no rácio de eficiência que, com referência a Junho de 2021, se situou em 58,8%”, refere.

Já as imparidades e provisões registadas no primeiro semestre ascenderam a 7,3 milhões de euros, recuando 29,1 milhões de euros em termos homólogos. Nos primeiros seis meses de 2021, o custo do risco de crédito situou-se em 0,07%, evidenciando um aumento de 0,03 pontos percentuais face ao período homólogo devido ao reforço das imparidades específicas de crédito constituídas durante o exercício.

A rentabilidade de capitais próprios consolidados (ROE) do Grupo Crédito Agrícola foi de 9,8%, traduzindo os resultados obtidos nas diferentes componentes do Grupo (Caixas Agrícolas, Caixa Central, companhias de seguros vida e não vida e gestão de activos e fundos de investimento) e os “contributos positivos” do negócio segurador (3,9 milhões de euros da CA Vida e de 2,6 milhões de euros da CA Seguros). Já os resultados registados nos veículos de desinvestimento imobiliário (nomeadamente via desvalorização de unidades de participação) penalizaram os resultados consolidados em -4,6 milhões de euros, verificando-se, ainda assim, uma melhoria homóloga de 0,1 milhões de euros.

Em Junho, o rácio bruto de ‘Non Performing Loans (NPL)’, ou crédito mal parado, do grupo situava-se em 7,8%, recuperando face aos 8,1% do final de 2020. As imparidades de NPL acumuladas ascendiam a 299 milhões de euros, correspondentes a um nível de cobertura de NPL por imparidades de NPL de 33,6% e uma cobertura de NPL por imparidades de NPL e colaterais (FINREP) de 86,3% (ou um rácio de 129,3% não considerando haircuts, custos e o limite de exposição por contrato). O rácio Texas, determinado pelo quociente entre o ‘stock’ de NPL e a soma dos capitais próprios tangíveis com o ‘stock’ de imparidades, fixou-se nos 40,3%.

Texto: ALVORADA com agência Lusa