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Covid-19: Governo quer testar trabalhadores em campanhas agrícolas pelo país

Testes rapidos

A ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, disse hoje que o Governo pretende “replicar” a testagem massiva dos trabalhadores à Covid-19, em curso em Odemira, “noutras regiões” do país nas diversas campanhas agrícolas, “incluindo a vindima”.

A governante falava aos jornalistas durante uma visita que realizou esta sexta-feira, em conjunto com a ministra da Saúde, Marta Temido, à Quinta do Carvalhal, no concelho alentejano de Odemira (Beja) onde está a decorrer a testagem à Covid-19 de milhares de trabalhadores agrícolas. “É preciso mostrar que aquilo que acontece nesta região vai ser replicado noutras regiões do nosso país, durante todas as campanhas, incluindo a vindima”, afiançou a governante, acrescentando que o processo irá “terminar no final do ano”.

Realçando “a grande operação que foi montada”, no início desta semana, com recurso a unidades móveis, que se deslocaram a várias empresas hortofrutícolas do concelho de Odemira, Maria do Céu Antunes, lembrou que cabe aos trabalhadores e empresas garantirem “condições” para quebrar cadeias de transmissão do SARS-CoV-2. A governante defendeu que os trabalhadores têm o “dever” de “fazer estes testes”, assim como às empresas cabe a responsabilidade de “proporcionarem, não só que estes testes sejam realizados, como também garantirem condições para, quem testa positivo, fique em isolamento”. “Sabemos que muitas vezes não existem condições de isolamento nas habitações precárias onde vivem” estes trabalhadores, reforçou.

De acordo com a titular da pasta da agricultura, “existem alojamentos temporários que são fornecidos pelas empresas e aí, sim, cada empresa vai ter que criar condições” no caso de necessidade de isolamento de trabalhadores. “Onde isso não acontece têm que garantir que as pessoas, antes de iniciarem as suas intervenções no terreno, possam ser testadas antecipadamente”, frisou.

No concelho de Odemira, o número de trabalhadores “pode chegar aos 15 mil” no auge da campanha agrícola, indicou a ministra, reconhecendo tratar-se de “um número muito grande” de mão-de-obra “a nível nacional”. “Há mais de três mil trabalhadores sazonais a juntar aos oito mil que já cá estão”, explicou a governante, salientando que a maioria dos trabalhadores “varia o seu posto de trabalho” e torna-se fonte de contágio “e de cadeias de transmissão que importa interromper”.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Direitos Reservados