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Covid-19: Empresas turísticas do Oeste pessimistas em relação à quadra natalícia

Iluminacoes de Natal

A maioria das empresas turísticas do Oeste mostra-se pessimista sobre as perspectivas de negócio durante a quadra natalícia e dois terços admitem abrir falência em consequência da pandemia, revela um barómetro da AIRO - Associação Empresarial da Região Oeste.

“Devido à duração já prolongada da pandemia [de Covid-19], 83% dos inquiridos não consideram que estas datas especiais possam ser uma oportunidade de aumento da facturação”, conclui um questionário aplicado pela AIRO ao sector turístico da região do Oeste, onde a maioria das empresas dá nota do “impacto elevado” da crise pandémica sobre os seus negócios.

O questionário, que visou auscultar a realidade do turismo no Oeste ao longo da pandemia, conclui que este é “o sector mais afetado e mais pessimista”, prevendo consequências que durante o ano de 2021 “poderão provocar falências em massa em dois terços do tecido empresarial”.

Entre os 70 inquéritos validados, os estabelecimentos de alojamento representaram 63% da amostra e revelaram, segundo o relatório a que a Lusa teve hoje acesso, “números preocupantes”, com 93% das empresas a registar quebras de ocupação.

Em termos de impactos no volume de negócios, o inquérito conclui que o ano de 2020 “regista para a grande maioria das empresas, 69% dos inquiridos, a receita mais baixa desde a abertura da empresa”, referindo muitos dos empresários que “este foi o pior ano de que têm memória”.

O agravamento das medidas impostas pelo Estado de Emergência em Dezembro “tornará a situação do sector ainda mais dramática” conclui o barómetro, numa altura em que “24% das empresas inquiridas ainda se encontram com actividade suspensa ou em ‘lay-off’”. A manter-se por um período alargado, a situação ameaça a “sustentabilidade dos negócios em mais de dois terços das empresas inquiridas”.

Face à falta de liquidez de 69% das empresas inquiridas, à continuação da situação pandémica, a uma possível terceira vaga e à “não existência de apoios a 100% ao setor e a fundo perdido, a escalada de despedimentos poderá continuar ou vir a agravar-se no primeiro trimestre de 2021”, com 19% das empresas a admitir despedimentos e 37% a afirmarem estar ainda a ponderar se irão reduzir o número de trabalhadores.

A quase totalidade das empresas (98%) registou “uma grande quebra global de clientes” e, devido à “nova realidade adaptada”, as empresas turísticas apontaram mudanças nos padrões de comportamento dos seus consumidores. Os clientes actuais são maioritariamente nacionais, valorizam o factor confiança e têm menores gastos médios, avança o estudo.

Mais de metade das empresas (59%) inquiridas recorreram a apoios do Estado, sendo a mais usada o ‘lay-off’ simplificado, seguido das moratórias de crédito, linhas de crédito e apoios da Segurança Social. Porém, “os respondentes consideram, na sua grande maioria, que as medidas colocadas em prática pelo Estado não são adequadas ou são pouco adequadas” ao sector, refere ainda o barómetro da AIRO.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Sofia de Medeiros/ALVORADA