Pesquisa   Facebook Jornal Alvorada
Login

Login na sua conta

Username *
Password *
Lembrar-me

Criar uma conta

Campos marcados com (*) são obrigatórios.
Nome *
Username *
Password *
Confirmar Password *
Email *
Confirmar email *
Captcha *
Reload Captcha

Agricultores com apoios oficiais a partir de quarta-feira para emparcelar propriedades

agricultura

Os agricultores podem, a partir de quarta-feira, candidatar-se a linhas de crédito e subsídios não reembolsáveis para comprar terrenos agrícolas e aumentar a dimensão das suas propriedades rurais, segundo o programa ‘Emparcelar para Ordenar’. No decreto-lei publicado hoje em Diário da República, para entrar em vigor em 1 de Julho, o Governo explica que o objectivo deste programa é incentivar os proprietários a investir e a gerir as suas propriedades, melhorando a estrutura fundiária, e ainda diminuir a perigosidade de incêndios em territórios classificados como vulneráveis.

Este programa estatal prevê mecanismos financeiros para promover acções de emparcelamento rural simples, para corrigir a divisão parcelar de prédios rústicos ou de parcelas pertencentes a dois ou mais proprietários ou comprar prédios contíguos, através "da concentração, do redimensionamento, de rectificação de estremas e da extinção de encraves e de servidões e outros direitos de superfície, podendo integrar também obras de melhoramento fundiário".

Em Portugal, a estrutura fundiária é marcada pela dispersão, fragmentação e pequena dimensão da propriedade, em particular a norte do rio Tejo, e apresenta deficiências estruturais que, segundo o Governo, comprometem a viabilidade e sustentabilidade económica das explorações, levando ao abandono da agricultura e a áreas sem gestão de matos e florestas. "Este quadro de retracção das actividades tradicionais, agravado pelo envelhecimento populacional, tem vindo a potenciar a tendência de abandono do território rural", reconhece o Governo, lembrando que os territórios com extrema fragmentação das propriedades provocam "extensas áreas" florestais de monocultura não geridas. "Quando verificadas condições atmosféricas adversas, registam-se níveis de perigosidade de incêndio extremo, pondo em causa a segurança de pessoas, animais e bens, incluindo do património natural e cultural", salienta o executivo, defendendo ser "fundamental" incentivar os proprietários a investir e a gerir as suas propriedades rústicas, nomeadamente através da melhoria da estrutura fundiária através do emparcelamento de territórios classificados como vulneráveis.

O novo programa foi aprovado em 21 de Maio pelo Conselho de Ministros, tendo o Ministério do Ambiente e da Acção Climática precisado que o programa se destina aos proprietários de "prédios rústicos localizados em territórios classificados como vulneráveis" e que se insere no âmbito da aprovação de um conjunto de diplomas sobre floresta com o objectivo de tornar os territórios mais resilientes ao risco de incêndio. "A necessidade deste diploma radica na estrutura fundiária existente em Portugal, caracterizada por dispersão e por minifúndios, em especial nas zonas centro e norte do país, comprometendo a viabilidade económica das propriedades rurais, o que conduz ao abandono da sua gestão e, assim, potencia o risco de incêndios", referiu na altura o ministério em comunicado.

Texto: ALVORADA cm agência Lusa
Fotografia: Paulo Ribeiro/ALVORADA (arquivo)