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Rodoviária do Oeste e Barraqueiro Oeste com supressões de carreiras para assegurar transporte escolar

Barraqueiro

A Rodoviária do Oeste admite reduzir os serviços ao mínimo nos próximos dias, para garantir o transporte de alunos no regresso às aulas, se a greve dos motoristas de matérias perigosas se prolongar. “A situação é muito grave, as reservas estão baixíssimas e, se a greve se prolongar, a empresa não terá outra solução que não seja reduzir os serviços ao mínimo”, disse hoje à agência Lusa Orlando Ferreira, administrador da Rodoviária do Oeste.

A empresa, do Grupo Rodoviária do Tejo, informou hoje em comunicado que “face à greve de motoristas do transporte de matérias perigosas e consequentes dificuldades no abastecimento de combustíveis” poderá “ser forçada” a fazer alterações na oferta de transportes. À Lusa, o administrador disse estar “focado no regresso dos alunos às aulas, na terça-feira”, situação em que “para assegurar esse transporte" é necessário "suprimir ligações na quinta-feira e na segunda-feira”.

O número de carreiras a suprimir “dependerá de as empresas de transportes fora de Lisboa e Porto serem incluídas nos serviços mínimos” e do número de dias de greve dos motoristas, já que, acrescentou, “mesmo que a greve termine rapidamente o reabastecimento vai demorar algum tempo a ser regularizado”.

A Rodoviária do Oeste (que opera nos concelhos de Alcobaça, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Nazaré, Peniche e nas ligações a Torres Vedras e Lisboa) prevê divulgar ainda hoje os horários que serão suprimidos.

Também a Barraqueiro Transportes vai avançar, a partir desta quinta-feira, com supressões até 50% nas carreiras locais, urbanas e interurbanas do serviço público, mas garante a oferta das inter-regionais para Lisboa, disse hoje fonte da empresa. “Face a esta situação de emergência, provocada pela falta de combustíveis, teremos mesmo de proceder a algumas alterações da oferta, já a partir de amanhã [quinta-feira] e até à próxima segunda-feira. Poderemos ter de reduzir até 50% a oferta nos transportes locais, urbanos e interurbanos”, afirmou Laurinda Martins, em nome da administração da empresa. O plano de gestão do combustível tem também em vista “assegurar o arranque das escolas a partir de terça-feira” e é implementado esta semana, explicando que, devido à Páscoa, há mais pessoas de férias.

A Barraqueiro Transportes integra as empresas Barraqueiro Oeste, Ribatejana Verde, Mafrense e Boa Viagem, que possuem um total de 380 viaturas e 189 linhas de serviço público. As supressões vão ocorrer “principalmente fora dos períodos de ponta”, detalhou, tentando, por isso, “assegurar os primeiros e últimos horários”.

As empresas vão manter as carreiras inter-regionais que têm como destino Lisboa, assim como as carreiras que fazem o transbordo para outras ligações rodoviárias ou ferroviárias, para “minimizar os prejuízos aos passageiros”. “A situação está a ser muito complicada, aguardamos a todo o momento que possamos ter reforços no abastecimento, mas não vai ser fácil, porque primeiro estão os veículos de emergência”, sublinhou.

A greve dos motoristas de matérias perigosas, que começou às 00h00 de segunda-feira, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica. Na terça-feira gerou-se a corrida aos postos de abastecimento de combustíveis que estão, na sua maioria, esgotados, como se verifica em todo o concelho da Lourinhã.

Texto: ALVORADA com Lusa
Fotografia: Direitos Reservados