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Madeirenses pedem proximidade e alegria ao novo Bispo do Funchal

D Nuno Bras toma posse

Os madeirenses e porto-santenses esperam que o novo bispo da Diocese do Funchal promova a proximidade, estimule à esperança e também consideram que, se fosse do arquipélago, teria uma “faceta diferente”. Jovens, jornalistas e professores estão expectantes sobre o trabalho de D. Nuno Brás na Madeira e no Porto Santo.

Marco Gomes, actual director regional da Educação, disse à Agência ECCLESIA que o atual bispo tem dois desafios, o da “proximidade às pessoas” e a capacidade de “dar ânimo e optimismo”, onde cada um descubra o “seu potencial” para “mudar o mundo”. O professor considera que ser bispo na Diocese do Funchal tem especificidades, nomeadamente o facto de ser uma ilha, porque o “ilhéu tem uma visão diferente da vida”, é um povo “acolhedor e lutador”, com um “sentido muito apurado da justiça” e “muito crítico perante os outros e preocupado com a vizinhança, porque todos se conhecem”. Marco Gomes não vê como vantagem ou desvantagem o facto de D. Nuno Brás não ser madeirense, afirmando que “vai permitir olhar as coisas com um certo distanciamento”. “A actuação e as opções que implementar é que vão dizer, mais tarde, se é uma vantagem ou uma desvantagem”, afirma o membro do Governo Regional da Madeira.

Manuel Gama, jornalista, defende que, no Arquipélago da Madeira, o bispo deveria ser madeirense, porque teria uma “faceta diferente”. “Nós madeirenses gostaríamos de ter tido um bispo madeirense”, referiu, acrescentando que é defensor de maior autonomia nos diferentes sectores da sociedade. O jornalista recorda o tempo da autoridade em torno do bispo ou do pároco, juntamente com o professor e o regedor, mas considera que “isso hoje desapareceu” e a sociedade “é livre e sabe o que quer e o que faz”. Manuel Gama diz que “o povo quer que o bispo faça o seu papel de representante e Cristo e chefe da Igreja local”. “Se o bispo se desencaminha a fazer parcerias com poderes políticos, o povo não tolera”, afirmou. “Este está a chegar. Gostei das palavras que disse no aeroporto”, acrescentou Manuel Gama.

A Agência ECCLESIA falou também o Grupo de Jovens de Machico, que esperavam o novo bispo com um cartaz onde estava escrito o seu lema - “Na Tua Palavra” - e desejam que D. Nuno Brás “seja compreensivo”, esteja presente “quando for preciso” e continue a apostar na Pastoral Juvenil. “Sendo um trabalho pastoral, tem de ir ao encontro de toda a comunidade, no caso a Diocese do Funchal, e esperamos que esteja perto, num trabalho de proximidade”, acrescentam. O Grupo de Jovens do Movimento Juvenil Salesiano pede ao novo bispo do Funchal “mais proximidade”, uma maior presença junto dos jovens, “mais atenção aos seus problemas” e que seja “mais alegre”.

Nuno Brás, natural do concelho da Lourinhã, tomou posse no domingo como Bispo da Diocese do Funchal; esta segunda-feira presidiu a uma missa na Igreja de Nossa Senhora do Monte de consagração do seu ministério e de “solidariedade” para com as vítimas do “incidente grave” de 15 de Agosto de 2017. Neste dia caiu uma árvore na freguesia do Monte, no Funchal, nas festas da padroeira da cidade e da Diocese do Funchal, e provocou a morte a 13 pessoas e causou 50 feridos. “Celebrei a Missa pelas vítimas daqueles que aqui faleceram, num gesto de muita solidariedade”, disse D. Nuno Brás aos jornalistas.

O novo Bispo do Funchal quis consagrar o seu ministério a Nossa Senhora do Monte e ao Beato Carlos de Áustria, sepultado na Igreja do Monte. “Ser bispo é um ministério que ultrapassa as nossas capacidades em demasia. Se não tivermos a ajuda de Nosso Senhor, não conseguimos”, referiu D. Nuno Brás. O Bispo do Funchal recordou que não é “político nem gestor” e a liderança de uma diocese não é como numa empresa, antes “é uma obra de Deus e só com Ele é que se consegue”. D. Nuno Brás disse também que era “difícil” ter um acolhimento melhor do que aquele que teve, este domingo, quando tomou posse como Bispo do Funchal. “Sinto-me como uma pessoa da casa”, acrescentou. D. Nuno Brás tomou posse como 33º bispo da Diocese do Funchal, na Sé, numa celebração que começou com o cortejo litúrgico na Igreja do Carmo.

Texto: ALVORADA com Agência Ecclesia
Fotografia: Agência Ecclesia