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Lisboa acolhe Jornadas Mundiais da Juventude em 2022: Cardeal-Patriarca considera uma excelente notícia

JMJ em Lisboa

O Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, expressou este domingo “muita alegria” com o anúncio de que a capital portuguesa vai acolher as próximas Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), destacando a importância para a lusofonia da escolha. “É com muita alegria que, como Patriarca de Lisboa e um dos bispos de Portugal - porque isto é para nós todos - recebermos esta notícia de que será em Lisboa a Jornada Mundial da Juventude de 2022”, afirmou à agência Lusa.

O Vaticano anunciou, na missa de encerramento das JMJ, na Cidade do Panamá, que é Lisboa a próxima cidade a acolher aquele que é considerado o maior evento organizado pela Igreja Católica. “Também na esteira do último sínodo dos bispos que quis que déssemos protagonismo maior aos jovens na vida da Igreja, esta será uma óptima concretização”, continuou.

Segundo o Cardeal-Patriarca, “esta jornada em Lisboa deve-se, sobretudo, ao movimento grande dos jovens católicos de Portugal, que, de várias maneiras, de há uns anos a esta parte, têm pedido que haja um acontecimento assim em Portugal”. “Será em Portugal, será, concretamente, em Lisboa, será para toda a lusofonia, com uma especial insistência para que venham os nossos irmãos lusófonos de África e de outras partes do mundo, também com certeza os nossos caríssimos irmãos brasileiros que estão sempre tão presentes com tanta força para que também em português se diga Jornada Mundial da Juventude”, acrescentou D Manuel Clemente.

O anúncio foi feito na missa de encerramento das JMJ presididas pelo Papa Francisco, pelo prefeito do Dicastério para os Leigos, Família e Vida, organismo do Vaticano que organiza as JMJ com um comité local, Kevin Joseph Farrell. As JMJ são um encontro de jovens de todo o mundo com o papa, num ambiente festivo, religioso e cultural, que mostra o dinamismo da Igreja Católica. O maior evento da Igreja Católica foi criado pelo Papa João Paulo II (1920-2005).  O primeiro país lusófono a receber as JMJ foi o Brasil, em 2013, na cidade do Rio de Janeiro, naquela que foi a primeira deslocação ao estrangeiro de Francisco, que tinha sido eleito papa nesse ano. Na sua conta no ‘Twitter’, o Papa Francisco escreveu: “A vocês, queridos jovens, um muito obrigado por #Panama2019. Continuem a caminhar, continuem a viver a fé e a compartilhá-la. Até Lisboa em 2022”.

O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa expressou uma “alegria incontida” com a escolha de Lisboa para acolher as próximas JMJ, destacando que a língua portuguesa falada em todo o mundo pesou na decisão. “É uma alegria incontida e é começar a sonhar já e a projectar já o que se vai passar daqui a três anos e meio”, disse à agência Lusa, na Cidade do Panamá, para onde se deslocou a convite do seu homólogo panamiano para as JMJ que terminaram este domingo.

“Acho que nós conseguimos, conseguimos todos, conseguimos nós portugueses, conseguiram naturalmente os católicos de Portugal, conseguiram os bispos católicos, conseguiu D. Manuel Clemente, Cardeal-Patriarca de Lisboa, mas conseguimos nós todos como povo e conseguimos nós que falamos português”, assinalou o Chefe de Estado. Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, “foi muito importante um argumento essencial para esta decisão, o ser um país que pudesse abrir para vários continentes e, nomeadamente, para África, porque é o único continente que ainda não teve as Jornadas Mundiais da Juventude”. “E entendeu-se – e bem - que Portugal, além de abrir para o continente americano e, obviamente, abrir para a Europa, abria para África, para a que fala português muitíssimo, e que vamos reunir em Lisboa, para aquela que não fala, mas também vai vir até Lisboa”, adiantou.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, Portugal ser o segundo país lusófono a receber as JMJ depois do Brasil, em 2013, “é o reconhecimento do peso da lusofonia, do mundo que fala português”. “E, ao mesmo tempo, o peso de Portugal, o peso de Fátima, o peso do povo católico português”, declarou o presidente português, para acrescentar: “Mas eu não escondo que a lusofonia e o falar-se português e o estar-se presente em todos os continentes em todo o mundo pesou na luta que foi muito difícil com outros candidatos a estas jornadas de 2022”.

O Primeiro-Ministro António Costa garantiu que o Governo dará "todo o apoio" para garantir o sucesso das JMJ em Lisboa, que classificou como um "evento extraordinário".  "Conforme oportunamente transmitido ao presidente da Câmara de Lisboa e ao Cardeal Patriarca D. Manuel Clemente, o Governo assegura todo o apoio que seja necessário para garantir o sucesso deste evento extraordinário para crentes e não crentes", sublinhou o chefe do executivo numa mensagem colocada na sua conta oficial na rede ‘Twitter’.

Portugal deu as boas-vindas aos jovens de todo o mundo para as JMJ num filme que foi exibido após ser anunciada a decisão na Cidade do Panamá. No centro de imprensa, onde estão várias entidades e antes da conferência de imprensa, foi mostrado nos écrans o filme com a saudação do Presidente e do Primeiro-Ministro de Portugal, do presidente da Câmara de Lisboa e do Cardeal-Patriarca de Lisboa. “Sejam bem-vindos a Portugal, jovens de todo o mundo”, afirma o Chefe de Estado português, no filme de cerca de dois minutos. O Primeiro-Ministro, António Costa, acrescenta: “Há séculos que Portugal constrói amizades entre povos e entre culturas. Gostamos de receber quem nos visita. Gostamos de acolher quem quer viver entre nós. Sejam bem-vindos a Portugal”. Já o presidente do município da capital, Fernando Medina, salienta que “Lisboa é uma cidade alegre e vibrante”. “Vamos receber-vos a todos com grande alegria em 2022. Bem-vindos a Portugal”, refere. O Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, deixa o desafio: “Em 2022 estaremos juntos em Lisboa, com o Papa Francisco, celebrando a fé e enviando ao mundo uma mensagem de fé e de esperança”.

No filme, há imagens de monumentos históricos de Lisboa, como o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém, ‘viajando’ pelo Centro Cultural de Belém e o Bairro Alto, e mostrando, por exemplo, o Parque Eduardo VII e o Parque das Nações. O Parque Tejo, junto à zona onde decorreu a ‘Expo 98’, vai receber os eventos finais e serão esperados mais de um milhão de participantes.

Texto: ALVORADA com agência Lusa