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Celebração de Natal no Lar de Idosos da Santa Casa da Misericórdia da Lourinhã

celebracao alvorada

No Lar de Idosos da Santa Casa da Misericórdia da Lourinhã, pelas 10h30 desta quinta-feira, o Pe. Ricardo Franco, pároco da Lourinhã, presidiu à celebração eucarística em que utentes e pessoal do Lar e do Centro de Dia foram convidados a viver e celebrar o espírito de Natal, mesmo que com alguns dias de antecedência por relação à data.

O canto litúrgico, bem como o serviço de leitores e de salmista, ficaram a cargo de um grupo de paroquianos que assumem estas mesmas tarefas nas missas da paróquia. Foi um momento intenso de partilha da Palavra e do Sacramento. O presidente da assembleia realçou a importância de acolher Jesus, feito Palavra e Pão, para a vivência da verdadeira alegria.

Mas como falar de alegria a pessoas cujo dia a dia é suportar sofrimento, doença, isolamento, solidão, esquecimento e aproximação do fim? O presidente da celebração, sem meias palavras, deixava a todos este desafio sem dúvida forte, mas ao mesmo tempo cheio de confiança na capacidade de cada um dos presentes animados por ação de uma força do Alto que a todos ultrapassa e a todos faz ultrapassar os próprios limites:

“A palavra de hoje põe-nos a olhar para aquela que foi verdadeiramente feliz. E, desde que ela aceitou o primeiro anúncio, a sua vida foi muito complicada, até teve de ver o seu filho amado ser pregado numa cruz... Chamamos Nossa Senhora de Virgem porque ela sempre quis a vontade de Deus, em todos os momentos, mesmo quando essa vontade parecia impossível. Isto mesmo se manifesta na frase de Maria por altura da anunciação: ‘Eis a escrava do Senhor, faça-se em mim a Sua vontade’. Esta é a mesma atitude que Jesus nos ensina na oração do Pai-nosso: ‘Seja feita a tua vontade’. A verdadeira alegria, a salvação é a vontade de Deus. Nunca ninguém se salvou pela sua vontade, nem a si nem a ninguém. Que possamos dizer hoje como Nossa Senhora: Senhor eu não quero fazer a minha vontade, eu quero que seja feita a Tua vontade, sabendo que aquilo que Deus quer para nós é o melhor que nos pode acontecer.”

Afinal, como é possível manter o foco no essencial, no meio de toda pressão e das imensas e sempre imprevistas situações a que os responsáveis pelo dia a dia de uma casa como esta têm de responder a cada momento?

Ana Dias, a directora técnica da instituição, com a mesma naturalidade com que respira, afirma: “Não podemos nunca esquecer que a maioria deles é católica e que, como tal, tem necessidade destes momentos mas também das celebrações da palavra e distribuição da comunhão que acontecem todas as sextas feiras. Nas ocasiões mais marcantes da vida cristã, em especial no Natal e na Páscoa, então existem estas celebrações mais solenes.” Por estas bandas, pelo que se percebe, estas manifestações não são um apêndice na vida dos utentes. Segundo a técnica: “É absolutamente essencial dar resposta a esta dimensão da vida das pessoas. São eles próprios que sentem a necessidade de alimento espiritual e que encontram por si mesmos algumas formas próprias de responder a essa necessidade. Logo de manhã, todos os dias, vem cá algum familiar sintonizar a televisão na transmissão do terço e todos rezam em conjunto. Por isso, estes momentos celebrativos mais solenes têm integração com o resto, com o dia a dia deles e da instituição.” Integração prontamente confirmada pela encarregada geral Ana Paula que realça a importância dos mesmos para o bem estar geral dos utentes e da instituição.

Marcaram presença na celebração o provedor e outros membros da Mesa Administrativa que, com a sua interação com o pessoal e utentes, realçaram a importância que atribuem também a estes momentos.

Texto e fotografia: Jorge Reis