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A vida é missão

A Igreja vive o mês missionário de Outubro. Jesus ao subir aos céus enviou os seus discípulos a anunciar a Boa Nova do Amor de Deus e a conceder a todos quantos acreditassem na Palavra o dom da Vida nova do Espírito Santo (Cf. Mt 28,20). A matriz cristã encontra-se neste movimento de receber e comunicar, de escutar e anunciar, de experimentar e partilhar, sempre a partir do Senhor que assumiu a nossa condição para que por Ele possamos participar da Vida Divina.

O Papa, na belíssima Mensagem que escreveu para o Dia Mundial das Missões em 2018, lembra que toda a vida é uma missão: «Todo o homem e mulher é uma missão, e esta é a razão pela qual se encontra a viver na terra. Ser atraídos e ser enviados são os dois movimentos que o nosso coração, sobretudo quando é jovem em idade, sente como forças interiores do amor que prometem futuro e impelem a nossa existência para a frente.» A resignação e o laxismo dominantes na contra cultura perniciosa e maléfica dos nossos dias, fazem com que muitas pessoas não encontrem sentido na sua existência e deambulem num vazio de objectivos e prioridades, sem saber de onde vêm e para onde vão.

Um olhar atento e cuidado reconhece as multidões que hoje, como no tempo de Jesus, “andam fatigadas e abatidas como ovelhas sem pastor” (Mt 9, 36) e necessitam, por isso, de serem acolhidas, cuidadas e ajudadas a seguir um caminho verdadeiro e feliz. A grande missão constante na nossa vida é o amor.

Afirma o Santo Padre: «esta transmissão da fé, coração da missão da Igreja, verifica-se através do “contágio” do amor, onde a alegria e o entusiasmo expressam o sentido reencontrado e a plenitude da vida. A propagação da fé por atração requer corações abertos, dilatados pelo amor. Ao amor, não se pode colocar limites: forte como a morte é o amor (cf. Ct 8, 6).»

O anúncio funda-se na vivência da verdade acolhida e experimentada. A testemunha não quer tanto convencer, mas dar gratuitamente a conhecer aquilo de que está convencida. Mais do que falar do Amor em grandes tratados ou poemas belos e profundos, é fundamental saber dar-se “por” e “no” Amor de quem primeiro nos amou.

Santa Teresa do Menino Jesus (Stª Teresinha), padroeira das missões juntamente com S. Francisco Xavier, di-lo de uma forma esplêndida quando tinha cerca de 20 anos: «Então, com a maior alegria da minha alma arrebatada, exclamei: Ó Jesus, meu amor! Encontrei finalmente a minha vocação. A minha vocação é o amor. Sim, encontrei o meu lugar na Igreja, e este lugar, ó meu Deus, fostes Vós que mo destes: no coração da Igreja, minha Mãe, eu serei o amor; com o amor serei tudo; e assim será realizado o meu sonho.»

O mundo precisa de pessoas cheias de entusiamo autêntico, e almas simples e resolutas, de corações generosos e disponíveis, que não desistam de ser faróis de humanidade e de vida. O Papa Francisco, consciente de que isto não acontece por magia ou qualquer tipo de imposição exterior, convidou todo o Povo de Deus a estar comprometido efectivamente no combate que todos temos de travar contra o diabo e, por isso, «pede a todos os fiéis que façam um esforço maior na nossa oração pessoal e comunitário e a rezar o Santo Rosário todos os dias, para que a Virgem Maria ajude a Igreja nestes tempos de crise.

Sabemos que a Virgem Maria permaneceu junto à Cruz, mesmo quando os apóstolos fugiram... Ela nos ajuda a estar com Jesus junto à Cruz. E no final da recitação do Santo Rosário rezar ao Arcanjo São Miguel, para que possa defender a Igreja dos ataques do demónio. Segundo a tradição espiritual, Miguel é o chefe dos exércitos celestes e protector da Igreja» referiu o padre jesuíta Frédéric Fornos, diretcor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa.

Sempre me impressiona que Deus queira precisar de nós, mas a verdade é que é isso que dá sentido à vida: participarmos da obra criadora de Deus, deixando-nos envolver e tocar pelo seu Amor. De facto, como diz Francisco: «A periferia mais desolada da humanidade carente de Cristo é a indiferença à fé ou mesmo o ódio contra a plenitude divina da vida. Toda a pobreza material e espiritual, toda a discriminação de irmãos e irmãs é sempre consequência da recusa de Deus e do seu amor.»

A missão agora é nossa porque a vida é missão!

Pe. Ricardo Franco

Edição 1244 - 5 de Outubro de 2018