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Caixas Agrícolas resistiram à crise financeira e consolidaram crescimento junto das comunidades

Fotografia: Direitos Reservados

caixasagricolas

Passou já uma década sobre o início da crise financeira que gerou o caos no sistema financeiro do país. Um estudo apresentado no Bombarral, no passado dia 23 de Agosto, analisou a dinâmica do Crédito Agrícola neste período e conclui que o seu desempenho foi notável, por não só conseguir resistir como até consolidou-se e cresceu num mercado instável e altamente imprevisível. O debate foi organizado pela Agrimútuo - Federação Nacional das Caixas de Crédito Agrícola Mútuo para assinalar os dez anos de vida da instituição, tendo contado com a presença de uma delegação brasileira da Sicredi, que veio conhecer a realidade portuguesa das Caixas Agrícolas.

O auditório da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Bombarral foi o palco escolhido para esta conferência que teve como principal objectivo debater a realidade cooperativa portuguesa no sector bancário, salientar a importância do papel das Caixas Agrícolas para as comunidades locais onde estão inseridas e, sobretudo, dar a conhecer a situação das cinco Caixas Agrícolas Independentes que se mostraram mais resilientes face à crise financeira vivida na última década. É o caso das caixas agrícolas de Bombarral, Chamusca, Leiria, Mafra e Torres Vedras que estão fora do SICAM - Sistema Integrado do Crédito Agrícola Mútuo, da Caixa Central do Grupo Crédito Agrícola.

As caixas agrícolas e, particularmente, as cinco caixas agrícolas independentes, não só resistiram à grande crise financeira iniciada em 2008 como até cresceram no período de grande conturbação dos mercados financeiros que atingiu fortemente o nosso país. É esta a conclusão do estudo de Ricardo Cruz, especialista de Economia e Finanças Internacionais e professor da Católica Porto Business School, um dos oradores desta conferência, durante o debate ‘A Banca e a Terra - As Dinâmicas do Crédico Agrícola’. Entre 2008 e 2017, os dados comprovam que o crescimento das caixas agrícolas independentes foi de 33%, do Grupo Crédito Agrícola (que junta as restantes caixas agrícolas do país) atingiu 44%, quando a restante banca nacional teve uma quebra de 19%. Este crescimento foi acompanhado pelo aumento dos depósitos, do rácio de solvabilidade e do capital próprio que, no caso das caixas agrícolas independentes chegou aos 71%, quando o Grupo Crédito Agrícola atingiu os 48% e o restante sistema bancário apenas 35%. Mas é também na eficiência que se destaca as caixas agrícolas que integram o SICAM e que se fixou nos 72%, o que, para Ricardo Cruz, “é um nível invejável em qualquer parte do mundo”. Para o especialista, “a estratégia de investimento com baixo risco quando comparado com o restante sistema bancário explica estes resultados”.

Mais informação na edição impressa do jornal ALVORADA